Em acareação, menor nega que Eliza foi esquartejada

Adolescente ficou frente a frente com Sérgio, também primo do goleiro Bruno

AE |

O advogado Eliézer Jônatas Almeida Lima, que defende o adolescente J., de 17 anos, primo do goleiro Bruno, afirmou que o jovem desmentiu que Eliza Silva Samudio tivesse sido esquartejada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Na noite de terça-feira,  J.e Sérgio Rosa Sales, também primo de Bruno, passaram por acareação na sede do Departamento de Investigações de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP), em Belo Horizonte, que acabou por volta das 22h45.

"Ele desmentiu toda a cena dantesca que havia sido narrada antes sobre o esquartejamento e as mãos de Eliza sendo jogadas para cães. Isso não existe", disse.

Durante a acareação, nove pessoas ficaram na sala: Sérgio e o menor - um de frente para o outro -, os advogados deles - também frente a frente -, a mãe do adolescente, a representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Cinthia Freitas, uma escrivã e os delegados Wagner Pinto e Edson Moreira.

Bola, acompanhado de seu advogado, Adriano Ferreira do Amaral, também foi ao DIHPP, mas ele foi impedido de entrar na sala onde estava J. Bola teria somente sido levado para prestar depoimento sobre outro crime, mas não foi informado qual.

Lima afirmou que o menor repetiu o que já havia dito em depoimento anterior no Juizado da Infância e da Juventude de Contagem. O adolescente afirmou que teria inventado as cenas onde Eliza teria sido morta por ter sido pressionado pela polícia e afirmou, pela primeira vez, que conhecia Bola porque há dois anos esteve na casa do ex-policial em Vespasiano com Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de Bruno.

"Ele entrou em muita contradições, cada minuto contava uma história diferente", disse o delegado Edson Moreira, que preside as investigações do desaparecimento e suposto assassinato da ex-amante de Bruno, Eliza Samudio. A partir de agora, o adolescente disse que só falaria no Juizado.

Sérgio Sales, segundo Moreira, confirmou depoimento que já havia dado e voltou a dizer que entregou Eliza para Marcos dos Santos, o Bola, para ele matá-la.

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