Depoimentos de envolvidos apresentam contradições sobre morte de Eliza

Versões divergem sobre quem teria levado Eliza para a morte, por exemplo

iG Rio de Janeiro |

Os dois principais depoimentos até o momento de envolvidos no desaparecimento de Eliza Samudio apresentam contradições importantes. Uma delas é sobre quem estaria presente no assassinato da ex-namorada do goleiro Bruno.

Em conseqüência das investigações sobre o seqüestro de Eliza e de seu filho, Bruno, de 5 meses, e pelo desaparecimento – provável morte – da modelo, a polícia determinou a prisão de oito adultos e a apreensão de um menor: J., 17 anos, primo de Bruno.

Os que tiveram a prisão pedida são: o goleiro Bruno Fernandes de Souza; seu braço direito, Luiz Henrique Romão (Macarrão); o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos (Neném, Bola ou Paulista); a mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza; outro primo de Bruno, Sérgio Rosa Sales (Camelo); um amigo do jogador, Flávio Caetano de Araújo; outro amigo, Wemerson Marques de Souza (Coxinha); o administrador do sítio do goleiro, Elenílson Vítor da Silva.

Desses, apenas Sérgio e o menor J. prestaram depoimento à polícia. Eles são primos do goleiro Bruno. Mas as versões contadas pelos dois divergem em alguns pontos.

O menor J. não coloca Bruno na cena do crime. Em seu depoimento à polícia do Rio, J. diz que Bruno chegou ao sítio de táxi no dia 8 de junho, viu Eliza na sala com o bebê, pediu para Macarrão e o adolescente “resolverem o problema” e foi embora depois de duas horas. J. admite ter presenciado a morte de Eliza com Macarrão e Sérgio. Entretanto, na versão de Sérgio, revelada pela revista “Época”, Macarrão, J., e Bruno teriam entregue Eliza ao ex-policial Marcos Aparecido. E Bruno já estava na casa desde o dia 7, pelo menos.

Sérgio conta que no dia 8 houve uma partida de futebol no sítio. Enquanto Bruno, seus amigos e os integrantes do time 100%, equipe amadora mantida por ele, jogavam no campinho e comiam churrasco, Eliza era mantida em cárcere privado dentro da casa, com seu bebê. No depoimento à polícia carioca, J. omitiu essa informação, que colocaria diversas testemunhas no cenário do cativeiro.

O menor declarou não saber se Bruno sabia da morte de Eliza. Mas Sérgio diz que conversou com o goleiro e J. sobre a menina e que ambos lhe informaram da morte da ex-namorada do goleiro. J. teria dito: “Ela já era”. E Bruno teria completado: “Acabou esse tormento”.

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