Delegado solicita análise de veterinário em cães de Bola

A intenção é verificar se há vestígio de DNA humano nos pelos ou nas fezes dos animais

Alessandra Mendes, especial para o iG |

Mais um profissional é integrado à equipe que investiga os detalhes do desaparecimento e assassinato de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro do Flamengo Bruno Fernandes. O veterinário Fernando Pinto Pinheiro foi solicitado ontem pelo chefe do Departamento de Investigações, Edson Moreira, para uma análise completa nos cães e fezes dos animais recolhidos na semana passada na casa de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que seria o assassino de Eliza.

Segundo o depoimento do adolescente J, de 17 anos, apreendido no Rio, depois de morta, Eliza foi esquartejada e pedaços do corpo dela foram jogados para os cães, da raça rotweiller. O veterinário vai realizar exames nas fezes antigas dos animais à procura de vestígios como cabelos e unhas. "É possível que nas fezes dos animais encontremos alguma coisa. Como o animal digere o alimento em seis horas, e logo em seguida excreta o que foi ingerido, temos de ter sorte de encontrar fezes da época em que ocorreu o crime", esclareceu Pinheiro.

Também deve ser feito exame de luminol nos cães. Segundo o veterinário algum vestígio pode ter ficado na pelagem dos animais. "Se os cães comeram mesmo pedaços da vítima, é provável que tenha algum vestígio de sangue nos pelos, o que podemos detectar com o exame de luminol, que identifica a presença de DNA".

Pinheiro descartou a possibilidade de fazer uma endoscopia ou qualquer outro tipo de exame no estômago dos cães, já que, segundo ele, não há mais nenhum vestígio neste local. O foco são as fezes e a pelagem. Isso pode ajudar a polícia a validar a versão dada pelo menor.

A versão foi contestada pelos adgovados de defesa de Bola, que alegaram que cães não comem carne humana. Mas, segundo o veterinário, isso é totalmente possível. "Se o animal estiver com fome, ele come a carne que for oferecida. O animal não diferencia o tipo de carne que está ingerindo. Mas geralmente os tratadores não treinam os animais para isso. Mas pode acontecer", explica Pinheiro.

Foram recolhidos 11 animais na casa de Bola, em Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte. Um vira-lata e dez cães da raça rotweiller, sendo seis filhotes e um adulto. Os cachorros estão na Central de Zoonoses da Prefeitura de Belo Horizonte.

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