"Defesa do Bruno começou agora, do zero", diz seu advogado

Claudio Dalledone pediu à Justiça, nesta quinta, que ouça o ex-goleiro do Flamengo. No começo do processo, o atleta se recusou a falar

Denise Motta, iG Minas Gerais |

A defesa do ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes de Souza começa agora, do zero. A frase é do advogado do atleta, Claudio Dalledone, que assumiu o caso no final de 2010 , no lugar de Ércio Quaresma - ele se envolveu em uma série de polêmicas e confessou, inclusive, ser viciado em crack. Nesta quinta (21), Dalledone pediu à Justiça que seu cliente seja ouvido de forma extraordinária.

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AE
Bruno chora em audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em junho: advogado quer que ele seja ouvido pela Justiça
No começo do processo, durante audiência, Bruno ficou calado e deixou o Fórum de Contagem, na Grande Belo Horizonte, sorrindo. Mais tarde, em novembro, ele negou ter matado Eliza : ""Em momento algum a vida dele (Bruninho, filho dele com Eliza Samudio) ou da Eliza esteve em perigo. Nunca falei para ela abortar". No dia 28 de junho passado, o atleta prestou depoimento em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Na ocasião, ele disse mais uma vez ser inocente no caso do desaparecimento de Eliza.

Bruno e outras sete pessoas são acusados de matar Eliza e sequestrar o filho dela com o atleta. Eles só irão a juri popular quando for julgado recurso dos advogados de defesa.

Para o advogado, é “uma faculdade legal” seu cliente ser ouvido a qualquer tempo do processo. “Isso pode mudar consideravelmente o processo. Isso pode jogar o processo para o norte ou para o sul”, disse ao iG . Dalledone também comentou que irá visitar Bruno na sexta-feira (22) para discutir sobre um novo depoimento. A iniciativa de falar teria partido do próprio Bruno.

Macarrão

Questionado se Bruno gostaria de voltar a dividir uma cela com Macarrão, Dalledone disse que não comentaria sobre desejos pessoais de seu cliente. Macarrão também decidiu falar depois de ficar calado diante da juíza Marixa Fabiane Lopes , em audiência. Em vídeo divulgado pela TV Assembleia de Minas Gerais, o ex-braço direito de Bruno disse ser inocente, sentir falta do colega e que sofre com a situação de Bruno. Os dois estão presos na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande Belo Horizonte.

Isso pode mudar consideravelmente o processo. Isso pode jogar o processo para o norte ou para o sul”

O advogado de Macarrão, Wasley Cesar de Vasconcelos, disse que seu cliente sempre quis falar sobre o caso, apesar de ter ficado em silêncio durante audiência. Vasconcelos disse que, ao contrário de Dalledone, não pretende pedir para que seu cliente seja ouvido extraordinariamente pela Justiça.

"Acho desgastante. Quero que o processo corra o mais rápido possível". Questionado se Macarrão irá explicar durante seu julgamento por que o sangue de Eliza foi encontrado no carro de Bruno, o advogado disse que seu cliente irá "esclarecer tudo no tribunal".

Macarrão, Bruno e outros seis envolvidos no desaparecimento de Eliza serão levados a juri popular, por determinação da juíza Marixa Fabiane Lopes. Enquanto a juíza Marixa calcula que o julgamento ocorra em 2012 , um dos advogados de Bruno, Frederico Franco Orzil, disse ao iG acreditar que o julgamento possa demorar quatro anos .

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