Defesa de Bola também vai fazer perícia em carro de Bruno

Cabelos e manchas de sangue encontrados no sítio do goleiro serão enviados para análise em Alagoas

Alessandra Mendes, especial para o iG |

A defesa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, espera a liberação da Justiça para ter acesso a Range Rover do goleiro Bruno, que está apreendida com a Polícia Civil mineira. O perito George Sanguinetti foi contratado para uma investigação paralela. A intenção é realizar exames no carro para confrontar com a perícia feita no veículo pelas autoridades policiais.

Cabelos e amostras de vestígios de sangue encontrados em um colchão no sítio do goleiro Bruno, em Esmeraldas, Região Metropolitana de Belo Horizonte, foram coletados ontem (7) por Sanguinetti. Ele esteve no sítio do jogador por mais de duas horas.

Sanguinetti espera que o trabalho sirva para auxiliar na defesa dos denunciados pelo desaparecimento e morte de Eliza Samudio. “Tudo o que for coletado vai ser analisado na Universidade Federal de Alagoas, qualquer que seja o resultado final, todos terão acesso. Mas tenho certeza que não vamos encontrar nada que incrimine os suspeitos. Na verdade vamos conseguir provar que eles não têm nada a ver com esse possível crime”, afirmou.

O advogado Zanone de Oliveira quer saber se o trabalho da polícia mineira foi feito corretamente. “Me interessa saber se o trabalho da polícia foi feito da forma correta e se há algum erro nas perícias. Tudo se transforma em arma num possível júri popular”, esclareceu.

O perito George Sanguinetti também colheu material da casa de Bola, em Vespasiano, e, de acordo com ele, não foi encontrado nada no local que ligue o ex-policial civil ao assassinato de Eliza Samudio.

George Sanguinetti é coronel-médico da reserva da Polícia Militar de Alagoas e ex-professor de Medicina Legal da Universidade Federal de Alagoas. Ele ficou conhecido por atuar no caso da morte de PC Farias, ex-tesoureiro de Fernando Collor, e sua namorada Suzana Marcolino, em 1996. Na época, ele contestou o laudo da polícia que apontava que Suzana assassinou PC e se suicidou depois.

Sanguinetti também trabalhou no caso da menina Isabella Nardoni, morta em 2008. Ele é autor do livro A morte de PC e Suzana: o dossiê Sanguinetti.

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