Defesa alega que delegado tentou extorquir R$ 2 mi do goleiro

Segundo advogado, informação da tentativa de extorsão é de seu cliente, Marcos dos Santos, o Bola

Letícia Maggi, enviada a Contagem |

O advogado de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, Zanone Manuel de Oliveira Júnior, afirmou nesta quarta-feira, que o delegado Edson Moreira, que comandou as investigações sobre a morte de Eliza Samudio, tentou extorquir R$ 2 milhões do goleiro Bruno Fernandes. Para intermediar a negociação, diz Júnior, procurou Bola.

“Edson teria tentado extorquir do Bruno R$ 2 milhões e tentou usar Marcos Aparecido como intermediador. A intenção era deixar Macarrão, tão somente ele, Sérgio e o menor no palco dos acontecimentos. Bruno e o Marcos aparecidos seriam retirados do inquérito, não seriam indiciados”, afirmou ele.

Segundo o advogado, a informação da possível tentativa de extorsão veio por meio do seu próprio cliente. Júnior não confirmou, porém, se Bola irá evidenciar este fato perante a juíza Marixa Fabiane Lopes, que preside a audiência de instrução do caso.

 O defensor afirma que recomendou ao seu cliente permanecer calado durante todo o interrogatório. “Não sei se ele vai seguir. Ele quer falar tudo, onde estava no momento, no dia 9 de junho, no dia 10, ele quer falar como era relação com Bruno, mas, seguir orientação, ele deve permanecer calado. O momento não é agora, é no júri”, afirma já trabalhando com a hipótese que o acusado seja mandado à júri popular. Segundo a polícia, foi ele quem matou Eliza e se desfez do corpo.

Procurada, a assessoria da Polícia Civil disse que não iria se manifestar sobre as acusações.

A audiência realizada no Fórum de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, entra no 4º dia nesta quinta-feira. Até o momento, foram ouvidos Dayanne Souza, ex-mulher de Bruno; Wemerson Marques e Flávio Caetano de Araújo, amigos e funcionários do sítio; e Sérgio Rosa Sales, primo.

Tortura

A Polícia Civil negou as acusações de tortura feitas hoje por Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno Fernandes, durante depoimento no Fórum de Contagem (MG) sobre o desaparecimento e possível morte de Eliza Samudio. Sales afirmou à juíza Marixa Fabiane Rodrigues que foi coagido, agredido e torturado por policiais.

A corporação, porém, negou a denúncia e informou que não irá se manifestar sobre "estratégias de defesa" dos denunciados - nove ao todo, que cumprem prisão preventiva.

* Com Agência Estado

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