Decisão sobre mandar Bruno a júri popular é adiada

Decisão sobre processo envolvendo desaparecimento e morte de Eliza não tem data definida. Advogado de Bola não entregou alegações

iG São Paulo |

A juíza Marixa Fabiane Lopes, do Tribunal de Júri de Contagem (MG), adiou a decisão sobre mandar ou não o goleiro Bruno Fernandes de Souza e outros sete acusados a júri popular. A decisão sobre o processo da morte e desaparecimento de Eliza Samudio ainda não tem data definitiva.

De acordo com o tribunal, o adiamento ocorreu porque Zanone Manoel, advogado de defesa de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, não entregou as alegações finais à juíza. Ainda nesta quinta-feira deve ser ouvido no Fórum de Lafayette, em Belo Horizonte, o delegado Wagner Pinto, que participou das investigações do crime.

O próprio advogado do jogador, Claudio Dalledone, disse não ter esperanças de que seu cliente se livre do júri popular. "A repersussão do caso na imprensa e a atuação do antigo defensor do Bruno, Ércio Quaresma, são fatores importantes que devem levar todos ao júri popular", afirmou o defensor.

Recurso

Dalledone afirmou também que já apresentou recursos contra a condenação do jogador no Rio de Janeiro. Num dos argumentos apresentados, ele tenta a anulação com base nos problemas enfrentados pelo ex-advogado do goleiro Ércio Quaresma, afastado por admitir o vício em crack.

Bruno e Macarrão foram condenados pela Justiça, no Rio de Janeiro. O jogador, a quatro anos e seis meses de prisão por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal, crimes foram cometidos contra Eliza, em outubro do ano passado. Já Macarrão, a três anos de reclusão por cárcere privado. O juiz não concedeu aos réus o direito de recorrer da decisão em liberdade.

*Com reportagem de Alessandra Mendes e informações da Agência Estado

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