Corregedoria vai ouvir agente penitenciário que fez vídeo de Bruno na prisão

Na gravação Bruno diz que já conhecia Bola e que pretende processar o Estado

Alessandra Mendes, especial para o iG |

A corregedoria da Subsecretaria de Administração Prisional do Estado de Minas Gerais deve ouvir nesta sexta-feira (23) o agente penitenciário que fez imagens do goleiro Bruno Fernandes na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. A gravação foi transmitida pelo Programa do Ratinho, do SBT. O homem foi identificado ontem e deve ser expulso da função. No vídeo, o jogador confirma que já conhecia o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Ele aparece ainda na área externa da penitenciária cantando a música Faroeste Caboclo, da banda Legião Urbana.

No vídeo, Bruno estava cantando quando o responsável pelo vídeo chegou perto e perguntou ao goleiro como estava o martírio. Bruno respondeu que estava tranqüilo. O agente perguntou: "E aí, vai sair para a rua ou não vai?". O goleiro, demonstrando não saber que a defesa ainda não impetrou o recurso para soltá-lo em Brasília, responde: "Tô esperando ver se sai o habeas corpus. Esperar lá fora, ver o que vai acontecer". O agente então pergunta: "O que o pessoal falou para você?”. Bruno diz: "O negócio é que 'os carão' estão falando demais, né cara? Até porque não existe nada". O agente pergunta: "E o Macarrão, o Bola?". Bruno fala: "Macarrão é meu amigo, pô. Meu amigo não, é meu irmão. O Bola a gente já conhecia. O negócio do Bola é que a gente ia arrumar um teste para o filho dele. Tem 21 anos o filho dele, 20 anos, não sei".

Neste momento, o agente penitenciário questiona: "Você já conhecia o Bola então?". Bruno conta: "Já conhecia. Foi através de um amigo nosso, o Zezé, de um grupo de pagode, tá ligado? E a gente manteve contato. Nem sabia do passado desse cara aí não".

Ao final do diálogo, Bruno falou que o prazo da prisão temporária estava acabando e disse ainda: "Eu acho que eu vou processar o Estado, senhor. Por tudo que fizeram comigo. Eu perco de um lado e ganho do outro. Só que eu perdi mais que ganhei". Além de falar com Bruno, o agente também conversou com Bola, que relatou ter problema de pressão e dor de cabeça, por isso precisa de remédio.

Um dos advogados do jogador, Frederico Franco, disse que o goleiro tem ciência de tudo que a defesa está fazendo e que sabe, inclusive, que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou seu pedido de habeas corpus. Franco afirmou que os advogados estão aguardado o recesso do Superior Tribunal Federal para entrar com o recurso e que, no momento, não há pedido de soltura feito pela defesa de Bruno sendo avaliado. Ainda segundo o advogado, o vídeo foi gravado na tarde de quarta-feira (21).

    Leia tudo sobre: Eliza samudiodesaparecimentogoleiro bruno

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG