Causa de mal-estar constante de Bruno é mistério

Goleiro passou mal e desmaiou três vezes só na última semana durante audiência sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samúdio

Alessandra Mendes, especial para o iG |

AE
Bruno é levado para o Hospital Referência Municipal de Contagem
O goleiro Bruno passou mal em três das cinco audiências realizadas do processo em que ele e outras oito pessoas respondem pelo desaparecimento e morte de Eliza Samudio. Mas o que está acontecendo com o jogador ainda é um mistério. De acordo com avaliações médicas realizadas nas últimas semanas, seu estado de saúde é normal e, apesar do diagnóstico, Bruno tem desmaios repentinos e crises hipertensivas.
Na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande Belo Horizonte, onde está preso desde julho, teve de ser atendido na enfermaria ao menos cinco vezes. No Complexo Penitenciário de Bangú, no Rio de Janeiro, onde ficou preso pouco menos de um mês, Bruno também passou mal. Médicos diagnosticaram um quadro de depressão.
Durante audiência sobre o sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio, no dia 17 de setembro, no Rio de Janeiro, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, disse que o goleiro tentou suicídio várias vezes na cadeira. De acordo com ele, Bruno teria tentado usar uma “tereza” (corda feita com pedaços de pano) para tentar se matar, além de ter tomado medicamentos. A Secretaria de Estado de Administração Prisional do Rio nega.
Seis dias depois, de volta a Minas Gerais, Bruno foi submetido a uma bateria de exames no Hospital Socor, em Belo Horizonte. Desde então, toma medicamento para controlar a depressão (cápsulas de fluoxetina).

Na quarta-feira da semana passada, em audiência em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte, Bruno passou mal e foi levado para uma policlínica da cidade. Transferido para o Hospital de Pronto Socorro João 23º, na capital, foi submetido a uma série de exames. Resultado: leve sinusite. Exames de sangue, testes clínicos e radiografias da cabeça não apresentaram alteração. A assessoria de imprensa do hospital confirmou que, apesar de ter tomado soro, nenhum tipo de medicamento foi receitado a Bruno.
Em outra audiência na quarta-feira (13), no Fórum de Contagem, na Grande BH, Macarrão disse à juíza Marixa Rodrigues que o goleiro toma dois comprimidos por dia, um pela manhã e outro à tarde. Ao sair do presídio, teria recebido dois comprimidos que deveriam ter sido administrados nos horários previstos. Mas, de acordo com Macarrão, o goleiro resolveu tomar os dois comprimidos de uma só vez, o que poderia ter causado o seu mal-estar.
Mais uma vez Bruno foi levado a um hospital e submetido a uma bateria de exames, que não revelaram nenhum tipo de problema. Ele tomou soro e ficou em observação.

A Subsecretaria de Administração Prisional de Minas Gerais afirma que "os remédios não são a causa dos desmaios do jogador, já que estariam sendo administrados da forma correta".

O advogado de Bruno, Ércio Quaresma, alega que Bruno está com depressão. Quaresma foi acusado pela avó do goleiro, Estela Santana Trigueiro, de 78 anos, de fornecer medicamentos não prescritos por médicos para o neto. "Ele já tentou mudar de advogado várias vezes. Agora toma uns comprimidos que o advogado leva, mas que o médico não receitou. É isso que deve estar fazendo com que ele fique mal desse jeito", afirma Estela.
Quaresma se defende e diz que a denúncia da avó não procede. "Para a família do Bruno eu sou o demônio em pessoa. Ele está muito debilitado, ajudaria muito se ele respondesse pelo crime preso em casa, perto dos familiares e longe da cadeia.”

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