Tribunal de Justiça de Minas Gerais deve ouvir também policial que participou das investigações sobre a morte de Eliza Samudio

Mais uma audiência do julgamento dos acusados pelo desaparecimento - e já considerada morte - de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes de Souza, acontece nesta quarta-feira no Fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a sessão teve início por volta das 9h30 e, às 12h, e o ex-caseiro do sítio de Bruno, José Roberto Machado, era ouvido. A mulher de Machado, Gilda Maria Alves, e um policial civil que participou das investigações do caso também serão interrogados.

Acompanham a audiência Bruno, a mulher dele, Dayanne Souza, a ex-noiva do goleiro, Fernanda Gomes de Castro, o primo dele, Sérgio Rosa Sales, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. 

Primo volta atrás e nega crime

Na última sexta-feira (8), o primo de 17 anos do goleiro negou todos os depoimentos que já havia prestados sobre o desaparecimento de Eliza . O jovem disse ter sido coagido pela polícia a dar a versão inicial, onde havia confirmado e detalhado o assassinato da ex-amante de Bruno. 

O adolescente disse que inventou a versão que Bola, outro acusado do crime, teria cometido o crime e dado partes do corpo de Eliza para cães comerem. Segundo o jovem, ele contou essa história porque seu pai é criador de cachorros e sabia que Bola também criava cães da raça Rottweiler. J. ainda afirmou que Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, não é o Bola que ele achava conhecer. O menor se desculpou com o acusado por ter envolvido seu nome no caso.

O adolescente já havia desmentido a primeira versão do crime em outro depoimento à polícia. Ele reafirmou que foi pressionado durante o primeiro depoimento à polícia e por isso contou a primeira versão do caso. Na última audiência, o menor disse que viajou com Eliza do Rio de Janeiro a Belo Horizonte, que tiveram um desentendimento no carro e que ele chegou a agredi-la. Porém, afirmou que após chegarem ao sítio de Bruno, ele não mais a viu.

O delegado Julio Wilke, que foi ouvido na sequência do menor, disse que o primeiro depoimento do adolescente tinha riqueza de detalhes de alguém que já teria estado no local. E sgeundo ele, que participou da investigação do caso, ao chegar à casa de Bola, todas as descrições dada pelo menor em seu depoimento batiam.

O menor está internado por período indeterminado em uma instituição para infratores.

*Com informações da Agência Estado

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