Caseira reafirma que viu Eliza em sítio de Bruno

Testemunhas convocadas pela defesa e acusação estão sendo ouvidas desde quarta-feira

Alessandra Mendes, especial para o iG |

A caseira Gilda Maria Alves, que trabalhava no sítio do goleiro Bruno Fernandes de Souza localizado no município de Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, reafirmou nesta quinta-feira (14) que viu Eliza Samudio andando livremente na propriedade dias antes de seu desaparecimento e frisou que a jovem não estava machucada. Ela já havia feito essa afirmação em depoimento à polícia em junho, quando foi interrogada.

Durante a audiência de instrução e julgamento do caso em que Bruno e outras oito pessoas respondem pelo sumiço e suposta morte da modelo, Gilda relatou ainda que Eliza foi bem tratada por todos no sítio e estava ao lado do filho Bruninho.

O depoimento da caseira durou aproximadamente duas horas. A audiência, presidida pela juíza Marixa Rodrigues, acontece no Fórum de Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Após uma pausa de 40 minutos para o almoço, a sessão foi retomada com a oitiva do policial civil Sirlan Guimarães, da Delegacia de Homicídios de Contagem. Foi o agente que recebeu uma denúncia anônima que dava conta do assassinato de Eliza e da participação de Bruno no suposto crime.

Ainda estão previstos para esta quinta-feira os depoimentos dos delegados Edson Moreira, Wagner Pinto, Ana Maria dos Santos e Alessandra Wilke. Também está listada a presença do delegado Wagner Pinto, mas o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) informou que ele não deve comparecer porque está de férias. Os trabalhos no fórum serão encerrados por volta das 18h e, caso não dê tempo para todos serem ouvidos, os depoimentos serão concluídos na sexta-feira (15), a partir das 8h30.

Os réus do caso só serão interrogados depois que todas as testemunhas arroladas pela defesa e acusação tiverem sido ouvidas. Bruno, seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão – o Macarrão, seu primo Sérgio Rosa Sales, sua ex-mulher Dayanne Souza, o ex-administrador do sítio Elenílson Vítor da Silva, o ex-funcionário Wemerson Marques – o Coxinha, Flávio Caetano e a amante Fernanda Gomes de Castro respondem por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é o único que responde apenas por dois crimes: homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. As penas podem ultrapassar 30 anos.

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