Bruno volta a passar mal em fórum de Minas Gerais

Goleiro precisou ser novamente amparado durante audiência sobre o desaparecimento e morte da ex-amante Eliza Samudio, em Contagem

iG São Paulo |

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Bruno é levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência para o Hospital Referência Municipal de Contagem
O goleiro Bruno Fernandes Souza, suspeito do desaparecimento - e já considerada morte - de sua ex-amante Eliza Samudio, voltou a passar mal nesta quarta-feira no Tribunal de Justiça de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, onde acontece mais uma audiência sobre o caso.

De acordo com a corte, o ex-jogador do Flamengo teve uma queda de pressão, mas já está bem. Bruno constantemente tem passado mal nas audiências. Na última quinta-feira ele precisou ser amparado por policiais e pelo advogado.

Um dia antes, desmaiou e foi levado ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) João XXIII , em Belo Horizonte. Na ocasião, o goleiro passou por exames clínicos, de tomografia e um eletrocardiograma, mas todos ficaram dentro da normalidade e foi detectado apenas um quadro de sinusite moderada.

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Advogados e testemunhas reunidos no fórum de Contagem, em Minas Gerais
De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a sessão desta quarta-feira teve início por volta das 9h30. Pela manhã foi ouvido o ex-caseiro do sítio de Bruno , José Roberto Machado. A mulher de Machado, Gilda Maria Alves, que também trabalhou no sítio do atleta era ouvida por volta das 15h25. A oitiva dela começou às 13h50. Ainda para hoje está previsto também o depoimento de um policial civil que participou das investigações do caso.

Acompanham a audiência Bruno, a mulher dele, Dayanne Souza, a ex-noiva do goleiro, Fernanda Gomes de Castro, o primo dele, Sérgio Rosa Sales, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Eles respondem por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, formação de quadrilha, ocultação de cadáver e corrupção de menores. Já Bola responde por homicídio qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver.

Primo volta atrás e nega crime

Na última sexta-feira (8), o primo de 17 anos do goleiro negou todos os depoimentos que já havia prestado sobre o desaparecimento de Eliza. O jovem disse ter sido coagido pela polícia a confirmar o assassinato da ex-amante de Bruno.

O adolescente disse que inventou a versão que Bola, outro acusado do crime, teria cometido o crime e dado partes do corpo de Eliza para cães comerem. Segundo o jovem, ele contou essa história porque seu pai é criador de cachorros e sabia que Bola também criava cães da raça Rottweiler. J. ainda afirmou que Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, não é o Bola que ele achava conhecer. O menor se desculpou com o acusado por ter envolvido seu nome no caso.

O adolescente já havia desmentido a primeira versão do crime em outro depoimento à polícia. Ele reafirmou que foi pressionado durante o primeiro depoimento à polícia e por isso contou a primeira versão do caso. Na última audiência, o menor disse que viajou com Eliza do Rio de Janeiro a Belo Horizonte, que tiveram um desentendimento no carro e que ele chegou a agredi-la. Porém, afirmou que após chegarem ao sítio de Bruno, ele não mais a viu.

O delegado Julio Wilke, que foi ouvido na sequência do menor, disse que o primeiro depoimento do adolescente tinha riqueza de detalhes de alguém que já teria estado no local. E sgeundo ele, que participou da investigação do caso, ao chegar à casa de Bola, todas as descrições dada pelo menor em seu depoimento batiam.

O menor está internado por período indeterminado em uma instituição para infratores.

*Com informações da Agência Estado

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