Ex-goleiro do Flamengo integra programa do governo de Minas que beneficia presos com atividade remunerada na cadeia

O ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes de Souza , que aguarda julgamento por envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio, trabalha como faxineiro dentro da Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande Belo Horizonte. De acordo com informações da Secretaria de Estado de Defesa Social, Bruno é um dos 11.300 presos de Minas Gerais que trabalham para ganhar um salário e reduzir a pena. O atleta ganha três quartos de um salário mínimo pelo serviço, cerca de R$ 400, e ainda tem benefício de redução de pena.

Bruno e Macarrão, após depoimento em Minas Gerais, em setembro deste ano
AE
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Para três dias trabalhados, Bruno tem redução de pena de um dia. Como ele não foi condenado pela justiça mineira, o benefício está sendo utilizado para a condenação que Bruno teve pela justiça do Rio de Janeiro. Ele foi condenado a quatro anos e seis meses por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal contra Eliza Samúdio em 2009. A sentença saiu há um ano e também envolveu Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, braço direito do ex-goleiro. Macarrão foi condenado a três anos por càrcere privado, no mesmo processo judicial.

Bruno está preso há um ano e quatro meses e seu julgamento depende de recursos da defesa, que pode tentar na última instância, o Supremo Tribunal Federal (STF). Além dele, outras sete pessoas respondem por envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio. Uma delas é o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola e que, conforme seus advogados, também vem trabalhando na prisão para ocupar-se durante o tempo ocioso. Bola está em um presídio em São Joaquim de Bicas, também na Grande Belo Horizonte.

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