Bruno nega ameaças de advogado em audiência

Em mais um dia de depoimentos no Fórum de Contagem (BH), caseira do sítio de Bruno pediu que réus não assistissem a interrogatório

Alessandra Mendes, especial iG |

Começou por volta das 10h desta quinta-feira, no Fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, mais uma audiência de instrução e julgamento do processo em que o goleiro Bruno e outras oito pessoas respondem pelo desaparecimento e morte de Eliza Samudio. Antes do início do depoimento das testeunhas, a juíza Marixa Rodrigues solicitou a presença do jodagor na sala e audiência atendendo a um pedido do advogado dele, Ércio Quaresma. 

A juíza fez duas perguntas a Bruno com relação a denúncias de familiares do ex-goleiro de que ele teria sofrido ameaças por parte de Quaresma. Bruno respondeu que Quaresma vem fazendo um "ótimo trabalho". "Ele vem sendo como um pai para mim. Ele está sendo superprofissional. Não há nenhuma ameaça ou manipulação com relação a mim ou minha família feitas por Quaresma", esclareceu Bruno.

O advogado de Macarrão tentou fazer uma pergunta para o jogador com relação a uma outra denúncia feita contra Quaresma. O advogado, de acordo com a família do jogador, estaria dando remédios fortes para Bruno para que ele passasse mal na cadeia. Mas a juíza não permitiu que o defensor concluísse a indagação e indeferiu a pergunta alegando que aquele não era o momento adequado para esse tipo de questionamento. Bruno foi dispensado pela juíza e voltou para a carceragem do Fórum.

Os réus não estão na sala de audiência a pedido da primeira testemunha a ser ouvida, a caseira Gilda Maria Alves, que trabalho no sítio do jogador em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. O depoimento dela foi interrompido na quarta-feira (13) depois que três réus passaram mal: Bruno, Sérgio Rosa Sales, e Fernanda de Castro, amante do ex-goleiro.

Ainda estão previstos para hoje os depoimentos de mais cinco testemunhas: um policial civil e quatro delegados. Os delegados foram os que conduziran as investigações sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio.

Um dos policiais, delegado Wagner Pinto, não compareceu porque está em férias. Os outro três - Edson Moreira, Alessandra Wilke e Ana Maria Santos - estão presentes mas ainda não é certo que todos serão ouvidos hoje. Isso porque a juíza já informou que os trabalhos serão encerrados por volta das 18h e como os interrogatórios estão sendo extensos a probabilidade é que os delegados só sejam ouvidos nesta sexta-feira (15/10).

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