Bruno, Macarrão e Bola estão isolados em ala de penitenciária

Os três estão isolados após imagens da rotina de Bruno terem sido divulgadas por agente penitenciário

Alessandra Mendes, especial para o iG |

O goleiro Bruno, o amigo dele Luiz Henrique Romão (o Macarrão) e o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos (o Bola) agora estão isolados no pavilhão de triagem da penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte.

Depois das imagens que foram feitas por um agente penitenciário da rotina de Bruno na cadeia, a segurança foi reforçada. Agora os três estão isolados na ala do centro de triagem, que tem 35 celas. Todos os outros presos foram retirados e transferidos para outros pavilhões na penitenciária.

A direção da Nelson Hungria escolheu 12 agentes de confiança que agora fazem a segurança da ala. Os funcionários não podem mais usar canetas ou relógios, somente o rádio comunicador. Isso porque o agente que fez as imagens, mostradas na quinta-feira (22) no SBT, usou uma câmera escondida em uma caneta ou relógio.

Os agentes são responsáveis pelo banho de sol de Bruno, que varia entre 30 minutos e duas horas, dependendo da disponibilidade do funcionário do presídio. O goleiro está em uma cela úmida, toma banho frio e só poderá receber visitas, exceto do advogado, daqui a pouco mais de dez dias.

Quando alguém da família puder visitar o goleiro, tem que se cadastrar antes. Para levar alguma comida, só se for alimentos que passem nos padrões da penitenciária. Assim mesmo, sujeita a revistas constrangedoras: o alimento é retirado da vasilha, revirado com um palito e depois colocado em um saco plástico para posterior entrega ao interno.

O único presente que Bruno recebeu até agora foi um pacote de biscoito cream cracker, enviado por um pastor que o viu crescer em Ribeirão das Neves. Antes de levar para a cela onde está o jogador, os agentes retiram os biscoitos da embalagem e checam cada unidade. Bolo e outros alimentos que podem esconder armas são proibidos. Às vezes até um creme dental que o preso gosta de usar, quando levado pela família, é espremido em um saco plástico e a embalagem não entra.

Desde quinta-feira (22) Bruno acompanha pela televisão as notícias sobre o desaparecimento e assassinato de Eliza Samudio, sua ex-amante. Ele ganhou uma TV de 14 polegadas que já está na cela de cerca de seis metros quadrados onde passa a maior parte do tempo.

Agora não consegue se comunicar com o amigo Macarrão nem mesmo no grito, já que todos os outros presos foram retirados do pavilhão e o goleiro, Macarrão e Bola estão em celas distantes.

Reprodução
No dia 22, o Programa do Ratinho (SBT) mostra conversa de Bruno com agente penitenciário dentro da prisão
Todos são monitorados o tempo todo por um circuito interno de TV. Aos sábados e domingos, os que não tem direito a visitas são orientados a colocar um pano pendurado na grade da cela para não ter contato com o pátio, e Bruno tem se comportado bem.

Até agora o goleiro não usou o "Fale comigo", que é um bilhete de comunicação com a direção do presídio para reclamações ou sugestões. Também não se queixa da alimentação, e já se habituou a comer como a maioria dos presos, dobrando a tampa do marmitex e usando-a como colher, já que o garfo de plástico é muito pequeno.

Bruno já recebeu duas cartas, que ainda não foram entregues. Até o momento não perguntou pelas filhas ou por Bruninho, filho de Eliza Samudio, que seria também filho do jogador. Segundo relatos de agentes, e nos vídeos já divulgados, o goleiro se preocupa com a carreira, com o dinheiro que perdeu e com o futuro ao lado de Fernanda Gomes de Castro, uma outra amante de Bruno que a polícia pensa em indiciar também pelo sumiço e morte de Eliza.

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