Bruno, Macarrão e Bola chegam ao Departamento de Investigações

Os três foram encaminhados para o Departamento de Investigações de Belo Horizonte, onde devem prestar depoimento

Alessandra Mendes, especial para o iG |

O goleiro Bruno, Luiz Henrique Romão (Macarrão) e Marcos Aparecido dos Santos (Bola) deixaram às 10h15 a Penintenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande Belo Horizonte, onde passaram a noite. Eles seguiram para o Departamento de Investigações de Belo Horizonte. Ainda não é confirmada a informação de que eles vão prestar depoimento aos delegados ou realizar coleta para exames de DNA ainda nesta sexta-feira.

Bruno, Macarrão e Bola chegaram algemados e em carros separados ao Departamento de Investigações. Os três vestiam o uniforme vermelho Subsecretaria de Administração Prisional de Minas Gerais (Suapi). Havia cerca de 250 pessoas no local - entre jornalistas e curiosos. Nenhum deles deu declaração à imprensa.

Transferência

Bruno e Macarrão chegaram a Belo Horizonte na noite de quinta-feira. Depois de passar pelo Departamento de Investigações, foram encaminhados ao Instituto Médico Legal, localizado no bairro Gameleira, região oeste da cidade, para realizar o exame de corpo de delito.

Marcos Aparecido dos Santos, segundo a polícia, seria o assassino de Eliza Samudio, também passou a noite na penitenciária. Ele teria esquartejado a modelo e jogado parte do corpo para cães. Bola também teria escoltado o veículo Range Rover dirigido por Macarrão até o local do crime.

A rendição de Marcos aconteceu de forma pacífica. Conhecido como "Paulista", "Bola", "Russo" e "Nenem", ele teria dito que vai contar para o chefe do Departamento de Investigações, Edson Moreira, tudo que sabe. As equipes da polícia estavam preparadas para uma negociação ou reação da parte do suspeito, o que não aconteceu.

Promotoria

O Ministério Público (MP) do Estado do Rio informou que o promotor Homero das Neves Freitas Filho, da 1ª Central de Inquéritos, declinou da atribuição de apurar o possível crime de homicídio contra Eliza, em favor do Ministério Público do Estado de Minas Gerais. A medida considera que há conexão entre o sequestro ocorrido este ano, seguido de suposto homicídio, praticado sob a jurisdição das autoridades mineiras.

Com isso, a investigação sobre o suposto crime ficará a cargo do MP de Minas Gerais. Em relação à denúncia recebida pelo Juízo da 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá na quarta-feira, Bruno e Macarrão continuam a responder a ação penal pelo sequestro e lesão corporal praticados em 2009 e subscrita pelo MP do Rio.

* Com informações de Edilene Lopes, Luisa Girão, iG Rio de Janeiro, e da Agência Estado

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