Advogado afirma que, se comprovada paternidade, goleiro vai à Justiça para ter guarda do bebê

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O advogado de Bruno Fernandes Souza, Ércio Quaresma, disse na manhã desta segunda-feira que o ex-goleiro do Flamengo vai coletar material genético para a realização de exame de DNA para comprovar se ele é mesmo o pai de Bruno Samudio, filho que Eliza Samudio alegava ser do ex-amante. O atleta e mais oito pessoas são acusados do suposto sequestro e morte da modelo.

Se comprovada a paternidade, Quaresma afirmou que Bruno vai à Justiça tentar conseguir a guarda da criança, que está sob a tutela da mãe de Eliza, Sônia de Fátima Moura. "Filho dele [Bruno Fernandes] não vai ficar na mão de estuprador", disse Quaresma, referindo-se ao pai de Eliza Samudio, que responde em liberdade pelo crime de estupro no Paraná.

 Ainda não há data marcada para a coleta do material, mas Quaresma disse que vai acionar os advogados dos pais de Eliza. Para a defesa do goleiro, Eliza está viva e abandonou o filho, de seis meses, com a mãe dela. A modelo está desaparecida desde 10 de junho, quando teria sido morta. Conforme a acusação, ela foi sequestrada em 4 de junho em um hotel no Rio e mantida em cárcere privado na casa do goleiro.

Em seguida, de acordo com a polícia, Eliza foi levada para o sítio de Bruno em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte, onde também foi mantida presa até ser levada à casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, para ser executada.

Além de Bruno, estão presos também o goleiro; a mulher dele Dayanne Aparecida Rodrigues do Carmo; Sérgio Rosa Sales, primo dele; Wemerson Marques de Souza, o Coxinha; Flávio Caetano de Araújo; Elenílson Vitor da Silva, caseiro do sítio de Bruno; Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão; e o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como executor de Eliza.

À excessão de Bola, todos foram denunciados por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado na forma qualificada, ocultação de cadáver e corrupção de menor. O sequestro e cárcere privado se refere ao crime cometido contra o filho de Eliza. No entendimento do promotor Gustavo Fantini, responsável pela denúncia, o sequestro e cárcere privado de Eliza acabam suprimidos pelo crime maior, o homicídio.

Já Bola foi denunciado somente por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Um primo do atleta, de 17 anos, também está apreendido e teve representação apresentada à Justiça com pedido de internação por até três anos.

*Com informações do iG São Paulo

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