Bruno é condenado a mais de quatro anos de prisão no Rio

Juiz não concedeu o direito de recorrer da decisão em liberdade

Alessandra Mendes, especial para o iG |

O goleiro Bruno Fernandes, que está preso preventivamente em Minas Gerais pelo desaparecimento e suposta morte da ex-amante Eliza Samudio, não é mais réu primário. O juiz Marco Couto, da primeira Vara Criminal de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, condenou nesta segunda-feira (6) o atleta a quatro anos e seis meses de prisão por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal. Os crimes foram cometidos contra Eliza, em outubro do ano passado.

Luiz Henrique Ferreira Romão, amigo de Bruno conhecido como Macarrão, também foi condenado a três anos de reclusão por cárcere privado contra a ex-amante do goleiro. O juiz não concedeu aos réus o direito de recorrer da decisão em liberdade. De acordo com o magistrado, os fatos foram comprovados: Bruno fez sexo de forma irresponsável com Eliza e agiu de forma errada e covarde ao saber da gravidez.

A condenação em questão é referente ao processo iniciado em outubro de 2009. Na época, Eliza procurou a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) para prestar queixa contra Bruno. Segundo seu relato, o goleiro teria agredido a jovem e a obrigado a tomar medicamentos contraceptivos.

Júri popular

Outro processo, referente ao desaparecimento e suposta morte de Eliza, corre em paralelo em Minas Gerais. Em relação a esse caso, o goleiro confessou estar apreensivo com a possibilidade de ir a júri popular, segundo informou o advogado do atleta, Cláudio Dalledone. Eles conversaram por cerca de duas horas nesta segunda-feira (6), na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A alegação do defensor é que Bruno está com medo de ser prejudicado por causa da atuação de seu antigo advogado, Ércio Quaresma .

Diante dessa situação, Dalledone já pediu a anulação do processo sobre a morte de Eliza Samudio alegando que o goleiro ficou indefensável em várias audiências. O pedido foi feito pelo advogado de Bruno em suas alegações finais entregues na última sexta-feira (03), no Fórum de Contagem.

Dalledone afirma que Ércio Quaresma dormiu em vários momentos das audiências e prejudicou a defesa de seu cliente. As alegações finais foram entregues à juíza de Contagem, Marixa Rodrigues, que deve decidir ainda esta semana se o goleiro Bruno e outros sete réus no processo irão ou não a júri popular.

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