'Bruninho é revoltado com a vida', diz advogado da mãe de Eliza Samúdio

O filho do goleiro Bruno mora com a avó Sônia Moura e "não aceita contato com estranhos porque sempre chora'

Denise Motta, iG Minas Gerais |

AE
Bruninho com a avó em foto de 2010
Bruninho, dois anos, filho de Eliza Samúdio, passa por problemas de relacionamento. Sua mãe está desaparecida há mais de um ano e o pai, ex-atleta do Flamengo, Bruno Fernandes de Souza, está preso, aguardando julgamento por envolvimento na morte de Eliza.

“O menino é revoltado com a vida. Ele não aceita contato com estranhos porque sempre chora. Ele está com acompanhamento psicológico”, informou no final da tarde desta quinta-feira (12), o advogado José Arteiro, assistente de acusação de Bruno e advogado de Sônia Moura, mãe de Eliza. Sônia mora com o neto no distrito de Anhanduí, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Arteiro compareceu ao Departamento de Operações Especiais (Deoesp), em Belo Horizonte, para depor em inquérito da Polícia Civil mineira que investiga um plano para matar envolvidos no caso : a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, o delegado Edson Moreira e o deputado estadual Durval Ângelo. Também seriam alvos os advogados Ércio Quaresma e o próprio Arteiro.

O plano de assassinato teria sido arquitetado por Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de executar Eliza. Um colega de cela de Bola, Jailson Alves de Oliveira denunciou o suposto esquema no ano passado. Com isso, a juíza e o delegado Moreira passaram a receber segurança especial. Bola nega participação no suposto plano.

Agitado, Arteiro chegou com duas horas e meia de atraso no Deoesp, para depor. Além de dizer que Bruninho passa por problemas de convivência, ele disse acreditar que o ex-goleiro do Flamengo teria participação no esquema para matá-lo.

“Eles foram muito covardes com o Bruninho. É claro que é o Bruno. Tudo que o Jailson falou vem do Bruno”. Dizendo já ter sido guerrilheiro e sem medo de morrer, o advogado também mandou conselhos ao Bruno.

“Ô seu Bruno, leva essa bronca. Você ainda pode ser beneficiado com delação premiada. É melhor não falar nada e cumprir a pena caladinho, cachorrada. Pode vir que a chapa é quente”, afirmou, destacando considerar como “burra” a estratégia de defesa do ex-goleiro, de tentar culpar Macarrão .

Após 30 minutos de depoimento, o delegado Wilson Luiz de Oliveira afirmou que a denúncia de assassinato de envolvidos no caso Bruno "caiu no vazio". No mês passado , o delegado ouviu Nem da Rocinha em presídio Federal em Mato Grosso do Sul .

Leia também : Conheça quem é quem na quadrilha de Nem da Rocinha

"O Nem disse que não conhecia o Bola, o Bruno e o Jailson. Ele negou envolvimento, disse que nunca veio em Belo Horizonte", informou o delegado. Oliveira também disse que agora só falta a juíza Marixa para ser ouvida no inquérito, mas que tudo caminha para que ele seja arquivado. "Não houve ameaça direta a nenhuma das partes", completou.

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