Bola foi segurança de prefeito flagrado com crack

Suspeito de executar Eliza, Marcos Aparecido trabalhou com o ex-prefeito de Raposos, na grande BH, exonerado do cargo em maio

Alessandra Mendes, especial para o iG |

O ex-policial civil Marcos Aparecido dos santos, de 47 anos, o “Bola” ou “Neném”, que, segundo a Polícia, seria o executor de Eliza Samudio, trabalhou durante seis meses como segurança para João Carlos da Aparecida, ex-prefeito de Raposos, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte. A contratação aconteceu depois que o ex-prefeito foi preso com crack em uma favela de Belo Horizonte, em março de 2009. Marcos foi chamado para proteger o prefeito que se dizia perseguido depois deste episódio.

João Carlos da Aparecida (PT), de 45 anos, foi detido duas vezes com drogas em um período de seis meses no ano passado. Na primeira, portava crack em uma boca de fumo na Pedreira Prado Lopes, região noroeste da capital mineira. Depois, em outubro de 2009, foi preso com três pedras de crack no seu carro, no bairro Bonfim, também na região noroeste da capital. Nesta ocasião, o prefeito disse para os policiais que tinha usado drogas e depois feito um programa com um travesti.

nullEm maio de 2010, João Carlos foi exonerado do cargo.

Os funcionários da prefeitura ficaram assustados ao ver Marcos entrar algemado no Departamento de Investigações. Mais assustados ainda estão com a história do crime. Segundo depoimentos colhidos pela Polícia mineira, ele teria assassinado, esquartejado, jogado partes do corpo para cães comerem e depois ocultado os restos mortais de Eliza Samudio.

Para os funcionários da prefeitura, Marcos era uma pessoa calma, pacífica, familiar, perfil completamente diferente do que foi atribuído a ele, de acordo com relatos de testemunhas e suspeitos já ouvidos pelos delegados. Ele era querido pelos colegas de trabalho, tanto que chegou a ganhar onze filhotes de cachorro de uma funcionária da prefeitura.

O chefe de gabinete do atual prefeito de Raposos, Geraldo Lourenço, relatou que o clima hoje na prefeitura foi de surpresa. “Os funcionários jamais poderiam imaginar que o segurança, que nunca teve problemas com ninguém, que falava sempre da família, que não apresentava comportamento suspeito, seria o mesmo que teria assassinado de forma brutal uma mulher”.

Marcos dizia para os colegas de trabalho que era policial aposentado quando, na verdade, foi expulso da corporação por indisciplina.

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