Bola e Macarrão se conheciam, diz vizinho

Homem que mora perto do sítio de ex-policial contradiz versão de advogado. Ele nega amizade entre Bola e Macarrão

iG São Paulo |

Um morador do município de Esmeraldas (Grande Belo Horizonte), dono de uma casa próxima ao sítio de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, afirmou ao iG que o ex-policial civil conhecia Luiz Henrique Rumão, o Macarrão. Bola é apontado pela polícia como o executor do assassinato de Eliza Samudio, 25 anos, ex-amante do goleiro do Flamengo Bruno Fernandes. Os três estão presos no presídio Nelson Hungria, em Contagem. Segundo o vizinho, ele reconheceu Macarrão assim que o viu pela televisão. "Bola e Macarrão se conheciam sim", diz o homem. "Ele (Bola) só falava assim ‘é um amigo’. Meu olho enxerga muito, e eu lembro das coisas. Ele vinha aí de vez em quando, não fazia bagunça nem nada, mas ficava aí".

A afirmação do vizinho contradiz o que alega a defesa de Bola de que ele não conhece nenhum dos suspeitos. O morador disse que tinha uma boa relação com Bola. "Eu conheço o Marcos há uns 2 anos quando ele veio para cá. A gente saía junto, andava no carro dele, uma Blazer, onde também iam os cachorros. Vinha aqui em casa, bebia cerveja comigo". Sobre a profissão de Bola, o homem alega que ele se apresentava como policial. "Ele não dizia que era ex-policial não, falava que era da polícia e só".

Sobre o fato de Bola ter supostamente dito aos advogados e à polícia que não conhece Macarrão, o vizinho afirma: "Eles tem de mentir, né?".

Bola alugava o sítio para o GRE (Grupo de Resposta Especial) da Polícia Civil de Minas Gerais, formação de elite da corporação. O morador lembra que eram muitos policiais visitando o sítio com frequência. "Quando tinha treinamento vinha um monte de policiais. Eles praticavam tiro aqui, mas era só de manhã. Era barulho de muito tiro e tinha gente que ficava incomodada. A maior parte (dos vizinhos) não gostava dele. Ele dava muito tiro no treinamento, e não era só tirozinho de revólver não".

Mas o vizinho de Marcos não acredita que ele tenha participado do desaparecimento e possível assassinato de Eliza Samudio. “Eu não acredito de jeito nenhum". Os moradores do humilde município parecem divididos quando falam sobre Bola e a rotina do sítio. “Não conhecia muito ele não. Mas foi uma covardia o que fizeram com essa garota” disse um rapaz que passou de bicicleta em frente ao sítio sábado (10) à tarde. Uma senhora afirmou que não passa em frente ao local mesmo que esteja claro. “Um dia eu passei por lá e ouvi uma voz me chamando. ‘Hei, volta aqui’. Eu fiquei com medo e não passo mais lá de jeito nenhum”. Uma adolescente que mora em uma rua paralela ficou chocada com o crime. “Matar todo mundo pode né? Mas esquartejar daquele jeito, com aquela crueldade, é muito né?”.

Daniel Gonçalves e Alessandra Mendes, especiais para o iG

    Leia tudo sobre: Caso BrunoBolaMacarrão

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG