Bola chora, se diz inocente e nega plano para matar juíza

Ex-policial civil negou participação em plano para executar a juíza responsável pelo caso, Marixa Fabiane Rodrigues

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Acusado de matar Eliza Samúdio, amante do ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes de Souza, o ex-policial civil Marcos Antônio Aparecido, conhecido como Bola, negou na tarde desta quarta-feira (13) participação no crime e também em um plano para executar a juíza responsável pelo caso, Marixa Fabiane Rodrigues.

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Bola também é acusado de ter matado, em maio de 2000, o carcereiro Rogério Martins Novelo
Bola chorou durante audiência de instrução de um dos crimes de homicídio pelo qual é acusado, e procurou a juíza ao final para afirmar que nunca passou pela sua cabeça executá-la. Ele também citou o pensador francês Montesquieu para alegar inocência. “A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos. Hoje sou eu, amanhã pode ser um de vocês”, afirmou aos jornalistas.

Bola contou que vem sofrendo ameaças de morte dentro da prisão. “Se não morrer aqui, vai morrer lá fora”, gritariam os colegas de prisão para Bola, segundo ele. O ex-policial civil disse ainda estar sofrendo perseguição do delegado Edson Moreira, que presidiu o inquérito de apuração do desaparecimento de Eliza Samúdio.

“O Edson Moreira disse que todo cachorro morto que viesse rolando sem autoria que jogasse nas minhas costas”, acusou Bola. Um dos detentos que denunciou o suposto plano para matar a juíza Marixa, Jaílson, segundo o ex-policial civil, é “sociopata”. “A Justiça da Terra é a Justiça de Deus. Que Deus dê vida longa aos meus inimigos, para que, de pé, eles possam ver a minha vitória”, filosofou Bola.

O delegado Edson Moreira concluiu que ela foi morta por Bola, na casa dele, em Vespasiano, em Belo Horizonte. Procurado pelo iG , o delegado afirmou ser um “profissional imparcial que busca provas”. Moreira lembrou que são testemunhas dos crimes supostamente cometidos por Bola que o reconhecem por envolvimento nos crimes.

O ex-policial civil disse nunca ter conhecido nem Bola nem Luiz Romão, conhecido como Macarrão e também envolvido no crime segundo o Ministério Público. A audiência da qual Bola participou na tarde desta quarta diz respeito ao assassinato de um carcereiro Rogério Martins Novelo, em maio de 2000. Ele foi reconhecido como autor após ganhar visibilidade pelo envolvimento no desaparecimento de Eliza. Ele é acusado de pelo menos mais três assassinatos, além do de Eliza.

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