Avó de Bruninho tenta, na Justiça, conseguir pensão para o neto

Sônia Fátima de Moura afirma que ninguém da família de Bruno a procurou para saber do menino

Helson França, iG Mato Grosso |

AE
Sônia Fátima Moura com o neto Bruno, filho de Eliza Samudio, quando ela conseguiu a guarda do menino, em 2010
Responsável pela criação de Bruno Samudio desde setembro de 2010, quando ganhou a guarda provisória da criança, Sônia Fátima Moura , avó materna de Bruninho, contou que o menino é uma criança bastante brincalhona e que, quando perguntado sobre a mãe, Eliza Samudio, costuma apontar o dedo indicador para o céu. "E olha que ninguém ensinou isso a ele”, diz Sônia. O menino, que tem um ano e quatro meses, é fiho de Eliza com Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo.

Investigação da Polícia Civil de Minas Gerais aponta que Eliza foi assassinada a mando do ex-goleiro, que era casado. De acordo com a Polícia, Eliza foi morta por levar adiante a gravidez, contrariando o ex-jogador – que teria afirmado em juízo ser pai do menino. O teste de paternidade ainda não foi concluído. A última vez que Eliza foi vista foi no dia 4 de junho de 2010 - há exatamente um ano.

Bruninho vive com a avó e mais quatro pessoas num sítio localizado no distrito de Anhanduí (a 70 quilômetros de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul). Lá, o menino leva uma vida simples e pacata. Para distraí-lo, Sônia costuma levar o neto em um dos dois campinhos de futebol que ficam perto do sítio, para que o menino possa brincar um pouco com outras crianças. “Ele é louco pela bola que tem, carrega ela para cima e para baixo”, diz a avó. Segundo Sônia, o menino é muito esperto, “do tipo que você ensina uma vez e ele já aprende”, conta, orgulhosa.

A avó revelou que o neto aprendeu a andar com 11 meses e, com 9 meses, pronunciou a primeira palavra: mamãe. Sônia disse que Bruninho fala bastante. “Ele é muito comunicativo”, conta ela.

Bruninho chegou a ficar desaparecido, por aproximadamente 18 dias, após o último contato que Eliza teria feito com uma amiga que mora em São Paulo, no dia 8 de junho do ano passado. O bebê foi encontrado na casa de desconhecidos da família, em Minas Gerais, no dia 26 de junho de 2010. Estava com quatro meses.“Quando o Bruninho foi encontrado, estava com problemas respiratórios", conta a avó.

Pensão

Sônia conta ainda que não recebe nenhum tipo de ajuda, financeira ou pessoal, para cuidar do menino. “Nem o Bruno nem nenhum dos seus familiares teve qualquer aproximação ou interesse em saber como o Bruninho está. Nunca ligaram, nunca fizeram nenhum contato, nada”, afirma a avó do menino. Ela também disse que nenhum jogador do Flamengo procurou saber como está a criança. “Não tenho contato com ninguém do clube", conta ela

Ela e o Bruninho pedem na Justiça que Bruno pague pensão ao filho. A advogada de Sônia, Maria Lúcia Borges Gomes, conta que entrou na justiça com um pedido de pensão a favor da cliente e de Bruninho, mas que o resultado ainda não saiu. “O dinheiro vai vir das verbas trabalhistas que o Bruno tem para receber do Flamengo. Não sei quanto é o valor”, disse a advogada. Para o pagamento, ela pediu na Justiça a indisponibilidade dos bens do ex-goleiro.

Brigas judiciais à parte, Sônia contou que faz tratamento psicológico, para quando chegar o momento de contar ao menino a delicada situação envolvendo Eliza e Bruno. “À medida que ele for perguntando do pai, da mãe, vou ter que revelar o que aconteceu. Não será fácil, por isso venho me preparando desde já”, afirmou.

A maior preocupação de Sônia é com o lado emocional do menino. “Quero que ele cresça com a cabeça sadia. Tenho levado ele sempre à igreja para me acompanhar. Procuro ensinar ao Bruninho a importância do amor, que o amor vale à pena. O amor é tudo na vida de um ser humano, não é?”, pergunta ela.

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