Assembleia de Minas espera pelo goleiro Bruno nesta terça-feira

O ex-atleta do Flamengo foi convidado pela Comissão de Direitos Humanos para depor sobre uma suposta tentativa de extorsão

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Acusado de matar e ocultar o corpo de Eliza Samudio, o ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes de Souza é aguardado nesta terça-feira (28) de manhã em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Desde outubro do ano passado, quando foi a uma audiência judicial, Bruno não deixa a Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande Belo Horizonte.

O objetivo da sessão é ouvir Bruno sobre uma suposta trama na qual ele teria sido extorquido. Por meio de seu advogado, o ex-goleiro disse que irá à sede do Legislativo mineiro.

Leia também: Bruno será julgado em, no mínimo, quatro anos, diz seu advogado

O caso foi revelado a deputados estaduais pela noiva de Bruno, a dentista Ingrid de Oliveira. Segundo ela, a juíza Maria José Starling, da comarca de Esmeraldas (Grande Belo Horizonte), o ex-advogado de Bruno, Robson Pinheiro, e um suposto policial de nome Leandro estariam envolvidos em tentativa de extorsão. Juntos, os três teriam cobrado de Bruno R$ 2 milhões para colocá-lo em liberdade. Os três negam as acusações.

Segundo a Assembleia, o ex-goleiro possui autorização judicial para deixar provisoriamente a penitenciária. Desde o dia 9 de julho do ano passado Bruno está detido em Contagem, aguardando julgamento por envolvimento no sumiço de Eliza, cujo corpo não foi encontrado.

Ele e outros sete envolvidos no caso serão levados a júri popular por diversos crimes como homicídio, ocultação de cadáver e sequestro do filho de Eliza com o ex-goleiro, chamado Bruninho, hoje com um ano e cinco meses.

O advogado de Bruno, Cláudio Dalledone, e a noiva do ex-goleiro também serão ouvidos pela comissão nesta terça. Os depoimentos acontecerão em um auditório com capacidade para cerca de 80 pessoas. Geralmente, as audiências de comissões ocorrem em espaços para aproximadamente 20 pessoas.

Além dos dois, também irá depor sobre o suposto esquema o advogado de Luiz Henrique Romão, conhecido como , Patrick Berriel. Braço direito de Bruno, Macarrão está entre os envolvidos a serem julgados pelo desaparecimento de Eliza. Assim como Bruno, ele está detido na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem.

“Ele é vítima nessa história e vai confirmar o depoimento da Ingrid”, afirmou Dalledone ao iG . Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da assembleia, deputado estadual Durval Ângelo (PT), há indícios contra a magistrada.

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