Assediado, Bruno é celebridade na cadeia
Segundo parentes de detentos, ele tira fotos com presos e agentes penitenciários. Nos dias de visita, fãs tentam vê-lo
Denise Motta, iG Minas Gerais | 02/06/2011 07:00
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Os carcereiros gostam tanto dele que o levam abraçado para o banho de sol”, contou um parente de um dos detentos do pavilhão em que o goleiro está detido.
Afastado há um ano dos gramados e da torcida do Flamengo, time pelo qual era o número um da defesa, o goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, 26 anos, leva uma vida de celebridade na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande Belo Horizonte.
O iG apurou que o goleiro, acusado do assassinato de Eliza Samudio, é assediado por colegas de pavilhão, dá autógrafos e até mesmo posa para fotos com agentes penitenciários. “Os carcereiros gostam tanto dele que o levam abraçado para o banho de sol”, contou um parente de um dos detento do pavilhão em que o goleiro está detido.
No dia 4 de junho de 2010, Eliza, com quem Bruno teve um filho, Bruninho, desapareceu sob circunstância ainda hoje desconhecidas. A polícia suspeita que Eliza tenha sido morta no sítio do goleiro. Ele nega. Seus advogados querem anular o processo e levar o caso, se for preciso, até o Supremo Tribunal Federal.
Leia também: Bruno será julgado em, no mínimo, quatro anos, diz seu advogado
Em dezembro de 2009, Bruno comemorou o título de campeão brasileiro ao lado de outros jogadores do Flamengo
Leia mais sobre o caso do Goleiro Bruno
Atualmente, Bruno está sozinho em uma cela de aproximadamente quatro metros quadrados, com direito a uma televisão de 14 polegadas e rádio, levados pelos parentes. Ele sai do local apenas para o banho de sol, que acontece duas vezes por dia, durante duas horas. É neste momento que o goleiro treina no pátio da penitenciária, com direito a chuteiras, meião e bola oficial de futebol.
Antes de o amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, ser transferido de pavilhão, os dois se encontravam durante o banho de sol. Porém, eles estão sem contato há cerca de um mês pois estão em pavilhões diferentes. Bruno só pode receber visitas de quem ele autoriza - e não faltam fãs tentando ir ao local, em tentativa frustrada de ver o ídolo.
A família
Por semana, Bruno tem direito a receber dois visitantes. Quem não falta nunca é a avó paterna de Bruno, que o criou, Estela de Souza, 79, além da dentista Ingrid Calheiros, 25, oficialmente a companheira do goleiro.
Para visitar o atleta, Ingrid passa por uma revista. Mulheres de detentos contam que ela é simpática e sempre se veste casualmente, com calça jeans e camiseta. No último sábado, 28 de maio, a dentista esteve visitando Bruno. No próximo sábado, dia 4 de junho, ela deve retornar ao local para pernoitar com Bruno. As visitas íntimas são permitidas apenas uma vez por mês.
O goleiro está na penitenciária em Contagem desde o dia 9 de julho de 2010. Ele chegou a reclamar da comida e tomou remédios antidepressivos, mas já teria deixado os remédios para conter a tristeza, há cerca de três meses, segundo pessoas ligadas ao goleiro. Geralmente ele toma café da manhã às 7h30 e almoça às 12h. Por volta de 15h, os detentos tomam café da tarde. Às 18h, eles jantam.
Saúde
Desde o ano passado, Bruno não recebe atendimento médico. No dia 12 de julho de 2010 o atleta queixou-se de tosse, gripe, vertigem e náuseas.
Leia a cobertura completa do caso Bruno:
Ele recebeu tratamento para gripe e se recuperou. No dia 23 de setembro do ano passado, ele foi encaminhado ao Socor, tradicional hospital na região centro-sul de Belo Horizonte, para realizar uma bateria de exames. No dia 5 de outubro foi encaminhado à Policlínica de Nova Contagem, bairro da penitenciária em que se encontra. Com dores de cabeça e vomitando, ele tomou soro e teve a pressão verificada antes de retornar à prisão.
O goleiro também alegou mal-estar em audiências judiciais. No dia 6 de outubro de 2010, foi medicado e liberado da Policlínica de Ribeirão das Neves, cidade vizinha à Contagem. Posteriormente, ele foi encaminhado ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, o principal hospital de Minas Gerais, na região central de Belo Horizonte. Como nada ficou constatado após os exames, retornou ao presídio.
Em audiência na cidade de Vespasiano, na Grande Belo Horizonte, no dia 7 de outubro, o goleiro voltou a se queixar de tontura, sendo atendido por um bombeiro militar no próprio local. Já no dia 13 de outubro de 2010, Bruno foi encaminhado ao Hospital Municipal de Contagem, após se sentir mal durante a audiência judicial no Fórum de Contagem.
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Foto: Marcelo Theobald/Agência O GloboAmpliar
Em outubro de 2009, grávida de 5 meses, Eliza Samudio registra ocorrência contra Bruno, alegando que o goleiro a havia obrigado a tomar remédio abortivo
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Foto: Marcelo Theobald/Agência O GloboAmpliar
Oito meses depois, Eliza desaparece. Só em 24 de junho, a polícia recebe denúncia de que ela havia sido espancada e morta no sítio de Bruno. bebê também estaria no local
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Em 8 de junho, antes da denúncia e após o sumiço, Range Rover do goleiro é apreendida em blitz. Vestígios de sangue encontrados são de Eliza, aponta perícia
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Fachada do Condomínio Turmalina, em Esmeralda, região metropolitana de BH, onde fica o sítio do goleiro. No dia 28 de junho, polícia vasculha o local
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Na ação na casa do sítio, são encontradas fraldas, roupas femininas e uma passagem aérea com nome ilegível. Polícia coloca Bruno como maior suspeito do desaparecimento
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Em 26 de junho, bebê é localizado na periferia de Contagem e entregue a Luiz Carlos Samudio, pai de Eliza, e sua mulher, que levam criança para Foz do Iguaçu no dia 27
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Em 1º de julho, o goleiro Bruno quebra silêncio e fala com jornalistas no Rio sobre o caso. Ele afirma que não via Eliza havia 3 meses
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No dia 4 de julho, a polícia recebe denúncia de que o corpo de Eliza teria sido abandonado na Lagoa Suja, em Ribeirão das Neves. Nenhum vestígio é encontrado
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Foto: Divulgação
Em 6 de junho, um tio de um primo de Bruno revela à polícia que o menor J. participou do desaparecimento de Eliza. Polícia o encontra na casa de Bruno, no Rio
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Foto: Genilson Araújo/Agência O Globo
Adolescente J. é levado para a delegacia. Em seu depoimento, diz que Eliza foi morta em uma casa em Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte
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Foto: Arte/iG
VERSÃO DO MENOR: J. conta à polícia que Eliza leva três coronhadas dentro da Range Rover no caminho do Rio a Belo Horizonte
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Foto: Arte/iG
VERSÃO DO MENOR: Bruno chega ao sítio e pede a Macarrão (braço direito de Bruno) e Sérgio (primo de Bruno) para resolverem o ' problema'
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Foto: Arte/iG
VERSÃO DO MENOR: Eliza é obrigada por Sérgio a ligar para uma amiga e dizer que ela e o bebê estão bem
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Foto: Arte/iG
VERSÃO DO MENOR: Macarrão, o menor J., Sergio, Eliza e o bebê vão para Vespasiano no dia 9. VERSÃO DA POLÍCIA: Eliza é levada para o local no dia 10
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Foto: Arte/iG
VERSÃO DO MENOR: Bola, ex-policial e ex-segurança de Bruno, amarra os braços e dá uma gravata em Eliza, mantando a jovem
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Foto: Arte/iG
VERSÃO DO MENOR: Bola carrega um saco e vai em direção ao canil. O ex-policial atira a mão de Eliza para quatro cachorros da raça rotweillers comerem
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Foto: Arte/iG
VERSÃO DO MENOR: Bruno diz a Macarrão, J. e Sérgio: ' Acabou o tormento'
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Em 7 de julho, após depoimento de J., polícia decreta prisão de Dayanne Souza, mulher de Bruno, e outras seis pessoas incluindo o goleiro
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Foto: Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro
Policiais cumprem mandado de busca e apreensão em casa de Dayanne Souza após sua prisão
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Polícia faz buscas na casa de Bola, em Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte
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Menor participa de reconhecimento do local onde teria acontecido o crime
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Após matar a jovem, Bola, segundo o adolescente, teria jogado partes de seu corpo a cães da raça rottweiler, apreendidos no local pela polícia
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Bruno, que ficou um tempo foragido após ter prisão temporária decretada, apresenta-se no final da tarde do dia 7 de julho na Polinter
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Luiz Henrique Ferreira Romão, Macarrão, amigo do goleiro, se entrega à polícia. Segundo J., ele é responsável pelo desaparecimento de Eliza
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No dia 7 de julho, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos (de touca ninja), o Bola, é preso pela polícia civil de Belo Horizonte. Ele é acusado de ter matado Eliza
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Bruno e Macarrão são levados a Bangu 2, no Rio, onde ficam presos antes da transferência para BH
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Bruno chega ao Departamento de Investigações de Belo Horizonte, que investiga o caso
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No dia 9 de julho, o goleiro Bruno é fichado na polícia e fica preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem
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Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, na Penitenciária Nelson Hungria em Contagem, Minas Gerais
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Foto: Futura Press
Bruno é escoltado por policiais ao chegar à Divisão de Investigações para prestar depoimento. Ele, no entanto, se recusa a falar
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Foto: Bruna Fantti e Daniel Gonçalves, especial para o iG
Entrada do sítio onde a polícia procurou o corpo de Eliza Samudio. O local é alugado por Bola
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Sítio alugado pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em Esmeraldas. A polícia ainda não encontrou o corpo de Eliza
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Mãe de Eliza, Sônia Fátima Moura consegue a guarda provisória do neto. O pai de Eliza, que estava com o bebê, responde a um processo por estupro
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No dia 14, perícia volta à casa de Bola com técnicos da UFMG. Eles usam um equipamento chamado GPR, que faz varreduras no solo e paredes da residência
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Polícia e peritos vão ao sítio do goleiro Bruno, no dia 14, para buscas de pistas do paradeiro de Eliza. Sangue é encoltrado em colchão
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Foto: Reprodução
O programa Frantástico (Globo) exibe imagens de vídeo gravado por investigador no avião que levou Bruno para BH. Ele atribui a Macarrão o desaparecimento de Eliza
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Delegados tentam, no dia 19 de julho, ouvir Bruno. Mais uma vez, orientado por seu advogado, goleiro mantém silêncio. Delegadas são afastadas após vazamento de vídeo
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Foto: AE
Ex-amante de Bruno, Fernanda Gomes Castro vai ao Departamento de Investigações, em BH, para prestar depoimento no dia 20 de julho. Ela nega contato com Eliza
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Bruno sorri ao sair de Juizado, em Contagem, onde participou de audiência de instrução e julgamento do adolescente J. no dia 22 (Foto: Alex de Jesus/O Tempo/Futura Press)
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Foto: Reprodução
No dia 22, o Programa do Ratinho (SBT) mostra conversa de Bruno com agente penitenciário dentro da prisão. Ele diz que conhece Bola (informação negada por advogados)
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Foto: Agência Estado
Dia 29, polícia diz que Bruno será indiciado por homicídio, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores
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Promotor Gustavo Fantini denuncia Bruno por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado na forma qualificada, ocultação de cadáver e corrupção de menor
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Foto: Agência Estado
O goleiro e mais oito acusados do crime têm prisão preventiva decretada no dia 5 de agosto
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Em setembro, Bruno foi conduzido ao IML de Minas Gerais antes de seguir para o presídio
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No dia 17 de setembro, Bruno foi ao Rio participar de audiência do processo de lesão corporal e sequestro de Eliza. Lá, ele desmaiou pela 1ª vez em uma audiência
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De volta a Minas Gerais, Bruno voltou a desmaiar durante audiência do processo sobre o desaparecimento e morte - presumida - de Eliza Samudio
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Os nove envolvidos no desaparecimento de Eliza Samudio no Fórum de Contagem, para audiência sobre o sumiço da modelo
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Bruno é levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência após ter um novo mal-estar durante audiência em Contagem
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Flávio Caetano de Araujo, motorista do goleiro Bruno, em depoimento no Fórum de Contagem. Ele mudou sua versão afirmou que conhecia Eliza Samudio
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Sérgio Rosa Sales é interrogado no Fórum de Contagem. Ele pede para trocar de advogado e diz que foi torturado por policiais para incriminar envolvidos no caso
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Foto: AE
Após discussão de juíza com advogado, Macarrão opta por não depor
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Bola é interrogado pela juíza no Fórum de Contagem. Ele negou ter cometido o crime e afirmou que nunca viu nenhum dos acusados de matar Eliza Samudio
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Ex-namorada do goleiro Bruno, Fernanda Castro presta depoimento. Ela também muda sua versão e afirma ter conhecido Eliza
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Penitenciária Nelson Hungria, onde Bruno está preso. Ele e Macarrão foram condenados pelo sequestro de Eliza. Os réus vão a júri popular pela morte, presumida, da modelo
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Fernanda, ex-namorada; Dayanne, ex-mulher; Elenilson, caseiro; e Coxinha, amigo, são soltos em 18 de dezembro e aguardarão pelo julgamento em liberdade
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Advogado Claudio Dalledone Júnior (d) e Patrick Berriel, que defendem Bruno, tentaram vários pedidos de liberdade na Justiça. No dia 17 de maio, STJ negou o último pedido