Após audiência, advogado que defende Bruno se diz otimista

Já Ministério Público afirma que Bruno e Macarrão devem ser condenados

Alessandra Mendes, especial para o iG |

André Ricardo
Viaturas com Bruno e Macarrão acessam a garagem subterrânea do fórum
"Tenho certeza de que os meus clientes serão inocentados". A declaração foi feita pelo advogado Ércio Quaresma, que defende o goleiro Bruno Fernandes e Luiz Henrique Romão (Macarrão), logo após a audiência de julgamento e instrução que apura as denúncias de Eliza Samudio contra os dois sobre sequestro, cárcere privado, lesão corporal e ingestão forçada de remédios abortivos.

No entanto o promotor Eduardo Paes, disse ter certeza do contrário. " A audiência foi bem esclarecedora e os dois serão condenados. Há provas testemunhais e periciais para isso, como, por exemplo, o exame de corpo de delito que aponta a agressão que Eliza sofreu", disse.

O juiz Marco José Mattos Couto escutou, nesta quarta-feira (26), quatro das cinco testemunhas arroladas pelo Ministério Público para o caso.

A primeira a ser ouvida foi a delegada Maria Aparecida Mallet , que era a titular da Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) na época em que Eliza prestou queixa.

Depois, Milena Baroni, amiga de Eliza foi chamada para depor. Ela foi convocada pelo MP pois na madrugada do dia 13 de outubro de 2009, dia em que teria ocorrido os crimes, Eliza dormia em seu apartamento.

Baroni afirmou que Eliza teria dito que, após ser forçada a ir para a o apartamento de Bruno, fora "obrigada a ingerir um comprimido rosa e azul". Antes, Bruno e Macarrão teriam feito uma sessão de tortura, e chegaram a jogar álcool no corpo de Eliza.

Por último, foram chamados os porteiros do condomínio onde Bruno morava, na zona oeste do Rio, identificados como Mauro Oliveira e Matheus Dantas. Outro funcionário, que também fora arrolado pelo MP, foi dispensado pelo promotor.

Um dos porteiros disse ter visto Bruno entrar com o amigo Macarrão no condomínio, dentro do carro modelo Land Roover que pertencia ao goleiro. No entanto afirmou não ter checado o banco traseiro para saber se havia mais alguém dentro do veículo. O outro disse não se lembrar de nada.

O juiz negou um pedido da defesa para que Bruno e Macarrão voltassem para a penitenciária da capital mineira. Um dos motivos alegados pelo magistrado seria o alto custo da viagem que, segundo a assessoria do Fórum, gira em torno de R$ 50 mil aos cofres públicos.

Ao término da audiência, Bruno e Macarrão foram levados, escoltados por comboio de viaturas da Polícia Civil, para o complexo penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio.

Eles vão ficar no local por pelo menos 30 dias, em celas separadas dos outros internos que cumprem pena. Nesse período, deverá ocorrer outra audiência em que serão ouvidas as 13 testemunhas da defesa, além do próprio jogador e de Macarrão.

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