Advogados do Caso Bruno vão visitar clientes com notebooks no fim de semana

Defesa apresenta 19 pedidos, apenas dois foram aceitos. Assistência de acusação acredita que advogados queiram atrapalhar o caso

Edilene Lopes, especial para o ig de Belo Horizonte |

Neste final semana (o último antesdos interrogatórios dos réus acusados pelo desaparecimento de Eliza Samudio), os envolvidos poderão receber os advogados e ter acesso ao inquérito e às provas anexadas, (Cds e Dvds) através dos computadores. Esse foi um dos poucos pedidos deferidos pela juiza Marixa Rodrigues, entre os 19 apresentados pela defesa dos réus, nesta sexta-feira, durante a última audiência de instrução do processo.

Durante a última audiência de instrução do processo foi ouvida apenas uma testemunha, o inspetor Marcelo da Mata, policial civil que recebeu, por telefone, a denúncia sobre o desaparecimento de Eliza. Segundo a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o inspetor confirmou as informações já presentes no inquérito.

Fotógrafos agredidos 

Dois fotógrafos, dos jornais O tempo e Hoje em Dia, foram empurrados pelo goleiro Bruno, quando ele saiu da sala para ir ao banheiro. Um deles foi atingido no peito e outro no rosto, mas não fizeram ocorrência policial e nem solicitaram atendimento médico.

No início da tarde, logo depois que a juíza anunciou o resultado da análise dos requerimentos, Wasley César de Vasconcellos, advogado de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, apresentou à própria juíza um pedido de afastamento dela do caso. O advogado alega que a juíza esteja sendo parcial.

Pedidos negados

A audiência que começou logo após as 10 da manhã foi interrompida as 11. A juíza pediu um intervalo para analisar os 19 requerimentos apresentados pelos advogados de defesa. Por volta das 14h30, a magistrada anunciou o resultado da avaliação de 17 pedidos, 15 foram rejeitados e dois foram aceitos.

Além da visita de advogados com notebooks, por cinco dias, a juíza autorizou a expedição de um ofício, pedindo a autoridade responsável pelo Departamento de Investigações que esclareça os motivos das últimas buscas pelo corpo de Eliza realizadas, na quarta-feira (03), no Parque Ecológico Lagoa do Nado, em Belo Horizonte. A defesa questiona a realização de novas diligências após o encerramento do inquérito. Para Dimas Tadeu de Souza Castro, assistente de acusação, os advogados querem atrapalhar o andamento do processo. “A defesa continua tentando desclassificar o trabalho da polícia civil o que até agora ela não consegui”, disse.

Interrogatório

Os defensores dos réus também pediram que os delegados Edson Moreira, Alessandra Wilke e Ana Maria Santos fossem ouvidos, mas segundo a juíza não a necessidade de repetir depoimento. Os advogados também solicitaram acesso a informações que, segundo Marixa Rodrigues, já estava disponíveis. “A ignorância da defesa sobre as provas do processo se dá por exclusiva inércia”, afirmou a juíza.

Outro pedido negado foi o do adiamento dos interrogatórios, sob alegação de que novas provas desconhecidas da defesa e dos réus estariam sendo anexadas ao processo. No entanto, os interrogatórios foram mantidos para a semana que vem, dias 8, 9 e 10 em ordem não divulgada pela juíza.

Zanone Manoel de Oliveira Júnior, advogado do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, também informou querer a anulação do processo. Entre as alegações, ele diz que depoimentos, como o de Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, foram produzidos sob tortura.

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