Advogado de Bruno ronca em audiência e é advertido

A mesma cena se repetiu durante todos os outros três dias de interrogatório

Lecticia Maggi, enviada a Contagem |

Risos interromperam por minutos o depoimento do goleiro Bruno Fernandes no Fórum de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, na tarde desta quinta-feira. “Estou ouvindo ronco, tem alguém dormindo aí no canto?”, questionou, de forma descontraída, a juíza Marixa Fabiane Lopes. Na última cadeira da 4ª fileira, encostado à parede, estava dormindo em sono profundo Ércio Quaresma, advogado de Bruno.

Ele foi acordado pelo advogado de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, Wasley Vasconcelos. Quaresma se assustou e foi questionado pela juíza: “Não gostaria de vir aqui acompanhar o depoimento do seu cliente?”. “Depois o senhor vai fazer perguntas repetidas. O senhor falou que iria interrogá-lo por 25h, é bom para depois adiantarmos”, disse.

Quaresma respondeu que estava brincando com “jornalistas”, “fazendo hora” sobre o tempo que demoraria interrogando Bruno e que não iria se estender tanto. Mas dispensou o convite para ouvir o cliente. “Pode deixar que vou tentar não roncar”, afirmou, em voz alta, para todos, e se encostou novamente na parede. “Então bons sonhos”, desejou a juíza, aos risos, e continuou a ouvir Bruno.

Sono constante

Esta não é a primeira vez que Quaresma dorme durante os interrogatórios. A mesma cena se repetiu durante todos os outros três dias de interrogatório. Na tarde de quarta-feira, Américo Leal, outro advogado de Macarrão, acompanhou o colega. Ele sentou no fundo da plateia, chegou a tirar os sapatos e colocar os pés para cima para dormir.

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