Advogado de Bruno acusa delegado por suposta tortura

OAB de Minas Gerais irá acompanhar denúncias e postura de advogado

Alessandra Mendes, especial para o iG |

Os ânimos estão acirrados entre o advogado do goleiro Bruno, Ércio Quaresma, e o chefe do Departamento de Investigações (DI), Edson Moreira. Na tarde desta segunda-feira (19), Quaresma declarou que pretende fazer um acordo com o delegado: ele se dispõe a largar o caso, se o delegado "parar de fazer torturas físicas e psicológicas com os suspeitos".

O advogado, que se recusa a falar o nome do chefe do DI, disse que Moreira usou técnicas de tortura para fazer com que sua ex-cliente, Dayanne de Souza (mulher de Bruno) prestasse depoimento e trocasse de advogado. "Falaram com ela que eu estava em um programa de televisão e que não estava nem aí pra ela. Chamaram a família da Dayanne, se fizeram de bonzinhos para conquistar a confiança dela e fazer com que quisesse outro advogado. Dessa forma até eu troco a defesa", afirmou Quaresma.

O secretário-geral da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), da sessão de Minas Gerais, Sérgio Murilo Braga, esteve nesta segunda-feira (19) no DI, e disse que a Ordem irá apurar as denúncias de falta de acesso ao inquérito e das agressões aos acusados, além da conduta dos advogados. "Se algum deles estiver fugindo à conduta ética, serão punidos pela Ordem", disse Braga.

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