Advogado da mãe de Eliza quer o bloqueio dos bens de Bruno

Segundo o advogado, o resultado do exame de DNA para provar que o jogador é pai do filho de Eliza Samudio deu positivo

Alessandra Mendes, especial para o iG |

O advogado José Arteiro Cavalcante Lima, que representa Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, disse nesta quarta-feira, à reportagem do iG , que vai pedir o bloqueio dos bens do goleiro Bruno na Justiça. O advogado adiantou que o resultado do exame de DNA para provar que o jogador é pai do filho de Eliza Samudio deu positivo, mas que o exame ainda está no laboratório e só deve ser divulgado oficialmente daqui a cerca de 15 dias.

Mesmo assim, José Arteiro já comemora a notícia extra-oficial e prepara os próximos passos. "Assim que o exame chegar nas mãos do juiz vou pedir o bloqueio dos bens do goleiro, para garantir que a indenização e pensão para a criança sejam pagas", afirmou o advogado. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro não confirma a informação sobre o resultado do teste de paternidade e alega que o processo corre em segredo de Justiça.

De acordo com José Arteiro, o material genético de Bruno utlizado no exame foi colhido do jogador quando este esteve no Rio de Janeiro participando de audiências sobre o sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio. O advogado de Bruno, Ércio Quaresma, não foi encontrado para falar sobre o assunto. Também procurada pela reportagem do iG , Maria Lúcia Borges Gomes, advogada de Sônia de Fátima Moura, que tem a guarda de Bruninho, não foi encontrada para comentar a afirmação de Arteiro.
AE
O goleiro Bruno (c) é conduzido por policiais para audiência realizada nesta quarta-feira
Audiência

Uma das testemunhas ouvidas nesta quarta-feira no processo sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, no Fórum de Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi a mãe do menor, primo de Bruno, que já cumpre medida socioeducativa por participação no crime. Ela disse que seu filho lhe contou que o depoimento prestado durante a fase de inquérito foi resultado de pressões que ele sofreu por parte da polícia do Rio de Janeiro. O adolescente também teria alegado para a mãe que foi pressionado por um “tio de consideração”, que tornou público o envolvimento do menor no caso através de uma entrevista concedida para a Rádio Tupi, do Rio. Segundo a mãe do adolescente, este “tio” teria recebido uma suposta recompensa de R$ 50 mil, oferecida pelo pai de Eliza Samudio a quem soubesse informações do paradeiro da vítima.

Os réus acusados de participação no homicídio de Eliza Samudio acompanharam no Fórum Lafayette, na capital mineira, o depoimento de oito testemunhas de defesa. Apenas Sérgio Sales, primo de Bruno, não compareceu à audiência. O advogado de Sérgio pediu a dispensa do réu porque ele estaria sendo pressionado por advogados de defesa de outros envolvidos no caso.

Foram arroladas 22 testemunhas, sendo que uma delas prestou depoimento em Contagem. Das 21 restantes, 13 compareceram e cinco foram dispensadas.

Além da mãe do menor, foram ouvidos também dois policiais civis que atenderam denúncias sobre a possível localização do corpo de Eliza, uma por telefonema anônimo e outra por um morador do bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, na Grande BH. Ambos os policiais, porém, afirmaram que não foi encontrado nenhum indício que confirmasse as denúncias. O juiz Marco Aurelio Ferenzini ainda ouviu um casal amigo do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.

Mais quatro testemunhas nesta quinta-feira

Quatro testemunhas de defesa de réus serão ouvidas nesta quinta-feira. As testemunhas foram arroladas pelos defensores do ex-policial civil, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e da ex-mulher do goleiro Bruno, Dayanne Souza.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais ainda não confirmou se a presença de todos os réus foi requisitada pelo juiz que vai presidir a audiência. A oitiva das testemunhas será às 13h no fórum da cidade onde, segundo os autos do processo, Eliza Samudio teria sido assassinada na casa do ex-policial civil a mando do goleiro Bruno.

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