Júri do últimos dois réus do caso Eliza Samudio começa em Contagem

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Julgamento começou, mas foi suspenso até que uma testemunha de defesa que não apareceu seja localizada

O julgamento dos dois últimos réus do caso Eliza Samudio começou nesta quarta-feira. Elenilson Vitor da Silva e Wemerson Marques são acusados de sequestrar e manter em cárcere privado o filho de Eliza com o ex-goleiro Bruno Fernandes, Bruno Samudio. 

Leia também: 
“Meu nome foi parar nas manchetes como a traficante”, diz jurada do caso Bruno

Renata Caldeira/TJMG
Imagem do júri de Bola, em abril deste ano

O júri, que teve início às 9h, ficou suspenso por cerca de duas horas porque a testemunha de defesa Tayara Dimas não havia comparecido ao Fórum no Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Tayara foi localizada e, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, comparecerá ao julgamento. Ela é a única testemunha de defesa.

A acusação também conta apenas com o depoimento do policial civil Sirlan Versiani, o primeiro a ser ouvido pelos jurados. Todas as demais testemunhas foram dispensadas e a previsão do TJ-MG é de que o julgamento dure dois dias.

Condenações

Três julgamentos sobre o caso já aconteceram. Em abril, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, O Bola, acusado de ter executado Eliza, foi condenado a 22 anos de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado (com emprego de meio cruel e sem permitir a defesa da vítima) e por ocultação de cadáver.

Em março de 2013, Bruno Fernandes das Dores de Souza e Dayanne Rodrigues do Carmo Souza foram julgados. Dayanne foi absolvida do crime de sequestro da criança. Já Bruno foi condenado a 22 anos e três meses pelo homicídio triplamente qualificado e pela ocultação do cadáver de Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado de Bruno Samudio. O goleiro deve cumprir as penas em regime inicialmente fechado.

Em novembro de 2012, Fernanda Gomes de Castro foi condenada a dois anos em regime aberto pelo sequestro e pelo cárcere privado de Eliza. Pelo sequestro e cárcere privado de Bruno Samudio, ela foi condenada a três anos em regime aberto. Já Luiz Henrique Ferreira Romão foi condenado a 15 anos (12 anos em regime fechado pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza e a três anos em regime aberto pelo sequestro e cárcere privado do bebê).

Com AE

Leia tudo sobre: goleiro brunoeliza samudiominas geraiscontagem

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas