Ossada encontrada em Nova Serrana não é de Eliza Samudio, diz polícia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Indícios que fizeram o delegado Rodrigo Noronha cogitar esta hipótese foi uma sandália encontrada junto dos mortais que seria similar a usada pela modelo, ex-amante do Bruno

O Globo/Reprodução
Eliza Samudio: Ex-modelo com quem Bruno teve relacionamento fora do casamento. Ela lutava na Justiça para que ele reconhecesse a paternidade do seu filho

A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou nesta quinta-feira (11) que a ossada encontrada em Nova Serrana, cidade a 125 km de Belo Horizonte, não é da modelo Eliza Samudio, ex-amante de Bruno Fernandes que teve certidão de óbito emitida no começo deste ano. O goleiro foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pela morte de Eliza, mas o corpo da jovem nunca foi encontrado.

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Os indícios que fizeram o delegado Rodrigo Noronha, titular da Delegacia de Homicídios de Nova Serrana, cogitar esta hipótese foi uma sandália encontrada junto dos restos mortais que seria similar a usada por Eliza. Além disso, a ossada está sem o braço direito e, durante as investigações, testemunhas disseram que partes do corpo da modelo teriam sido jogados para cachorros.

O julgamento: Bruno é condenado a 22 anos e 3 meses de prisão. Dayanne é absolvida

Sônia Fátima, a mãe de Eliza, tinha ficado apreensiva com a notícia na semana passada, de acordo com Maria Lúcia, sua advogada. "Ela está apreensiva e disse 'tomara que esse pesadelo acabe e que seja realmente uma pista que possa pelo menos encerrar este sofrimento'", contou antes de saber do resultado.

Condenação

O goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, de 28 anos, foi condenado no início do mês de março a 22 anos e três meses de reclusão em regime, incialmente, fechado pelo sequestro do filho Bruno Samudio e morte e ocultação de cadáver da ex-amante Eliza Samudio

A pena total de Bruno de 22 anos e 3 meses é composta por 17 anos e seis meses em regime fechado pelo crime de homicídio triplamente qualificado, três anos e três meses em regime aberto pelo sequestro e cárcere privado de Bruninho e por um ano e seis meses em regime aberto pela ocultação de cadáver de Eliza.

O goleiro já cumpriu 2 anos e 9 meses de prisão desta pena. E por ter trabalhado na lavanderia da penitenciária Nelson Hungria durante o tempo em que está preso o goleiro ainda teria direito a redução de mais uma parcela da punição. Segundo previsão do advogado de defesa Lúcio Adolfo, Bruno poderá progredir para o regime semiaberto em três anos e seis meses. Se continuar a trabalhar na prisão, a expectativa é que esse prazo caia para dois anos e oito meses

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