Decisão unânime de desembargadores da Quarta Câmara Criminal saiu poucos momentos antes do goleiro começar a ser interrogado no Fórum de Contagem

A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) de Minas Gerais negou os pedidos de  habeas corpus e prisão domiciliar formulados pela defesa do goleiro Bruno Fernandes, acusado de planejar a morte de Eliza Samudio. Desde o início do processo, há pouco mais de dois anos, quase 70 pedidos de habeas corpus foram negados somente em primeira e segunda instâncias.

Acompanhe o interrogatório do goleiro Bruno

O goleiro neste primeiro dia de julgamento no Fórum Criminal de Contagem (MG)
Renata Caldeira/TJMG
O goleiro neste primeiro dia de julgamento no Fórum Criminal de Contagem (MG)

A decisão unânime tomada pelo três desembargadores do câmara vem uma semana depois do pedido de adiamento da decisão feita pelo relator Doorgal Andrada. Um dos advogados do goleiro, Lúcio Adolfo da Silva, fez sustentação oral e ressaltou que pedia apenas a liberação do réu para trabalhar, já que havia oferta de emprego por parte do time de futebol Boa Esporte Clube, da cidade de Varginha, em Minas Gerais.

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A expectativa da defesa do goleiro é que Bruno “entrasse preso no júri” e, beneficiado pelo habeas corpus, “deixasse o fórum pela porta da frente”, independentemente de condenação. Com a negativa da Justiça, Bruno começa a ser interrogado nesta quarta-feira com uma primeira derrota.

Com a decisão, ele permanecerá detido na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, cidade onde está sendo julgado desde segunda-feira junto de sua ex-mulher, Dayanne Rodrigues. Bruno é acusado de ser o mandante do sequestro, cárcere privado e assassinato de Eliza, enquanto Dayanne é processada pelo sequestro e cárcere privado do bebê.

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