“Bruno vai falar toda a verdade”, diz mulher do ex-goleiro

Por Carolina Garcia e Ricardo Galhardo - enviados a Contagem | - Atualizada às

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Promotor Henry Vasconcelos acredita que ex-goleiro deve ser ouvido na quarta-feira. Sobre um ‘chumbo trocado’, Ingrid aponta que a verdade pode doer

Futura Press
Ingrid Calheiros no Fórum de Contagem

A mulher do ex-goleiro Bruno Fernandes, Ingrid Calheiros, diz que o marido vai falar toda a verdade no julgamento no Fórum Criminal de Contagem, em Minas Gerais. Questionada sobre um possível ‘chumbo trocado’ quando em novembro Macarrão apontou Bruno como mandante da morte de Eliza Samudio, Ingrid disse que a verdade pode doer. “Ele [Bruno] vai contar tudo desde o início. O Bruno vai falar a verdade. Se a verdade doer...”, afirmou ao iG.

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O promotor Henry Vasconcelos disse ao iG, na tarde desta terça-feira que acredita que o depoimento de Bruno será prorrogado para quarta-feira, ao contrário da expectativa do início do dia de que o ex-goleiro falaria hoje. “Ele vai falar, mas claro que não responderá às questões que o incriminam. A defesa pode achar que o silêncio o favorecerá, mas os jurados podem entender de uma maneira bem diferente”, disse Vasconcelos.

Leia também: Depoimento do Bruno deve ficar para quarta-feira

Para o promotor a escolha das questões não prejudica o processo, já que todos os seus questionamentos constarão na ata. “O silêncio o convém, não é que ele não sabe, ele só vai responder o que o convém”, disse Vasconcelos.

Advogado admite confissão

Ontem, o advogado de defesa do goleiro Lucio Adolfo admitiu de maneira obliqua que o ex-jogador do Flamengo pode admitir uma participação menor no crime caso surjam novas provas contra ele no curso do processo.

“O momento final da prova é quando os acusados falam. Não quero dizer que quando ele estiver preparado para fazer alguma revelação que possa conduzir para o reconhecimento de alguma circunstância minorante, uma participação diferenciada, de menor importância. Isso é do plano jurídico. Se a prova produzida encaminhar neste sentido nós podemos perfeitamente compreender a nova realidade mas ela não existe na prática hoje, agora”, disse Adolfo.

O advogado reagiu com ironia quando questionado se o depoimento de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, não seria prova suficiente. Na primeira fase do julgamento Macarrão disse que Bruno foi o mandante do assassinato.


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