Juíza rejeita tentativa da defesa de Bruno para adiar o julgamento

Por Ricardo Galhardo e Carolina Garcia - enviados a Contagem |

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Advogados alegam que o atestado de óbito de Eliza Samudio é "uma fraude" por ser baseado no depoimento do réu Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão

A defesa de Bruno sofreu sua primeira derrota na manhã desta segunda-feira. Antes de declarar a aberto o julgamento do ex-goleiro do Flamengo pelo assassinato de Eliza Samudio, a juíza Marixa Rodrigues negou todos os pedidos de adiamento do julgamento feitos pela defesa.

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Os advogados do goleiro tentaram adiar o julgamento colocando em dúvida a autenticidade do atestado de óbito de Eliza, expedido pela juíza Marixa logo depois da primeira etapa do julgamento, em novembro.

“Este atestado é uma fraude”, disse o defensor Lúcio Adolfo.

Os advogados alegaram, em novembro, que o documento foi expedido com base apenas no depoimento do réu Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e que não foi informado o horário da morte de Eliza.

A juíza, na época, negou o pedido de anulação. A defesa recorreu da decisão e alegou hoje, antes do início do julgamento, que o fato de o recurso ainda não ter sido apreciado configura efeito suspensivo.

“Colocamos a juíza numa sinuca de bico”, disse o assistente de defesa Thiago Lenoir.

Minutos depois Marixa não apenas saiu da “sinuca” como acusou a defesa de tentar manobrar recursos para protelar o julgamento.

“A defesa quer se valer de um dispositivo para prejudicar o andamento do processo”, disse a juíza Marixa que logo em seguida, às 11h45, declarou a sessão aberta.

O conselho de sentença é formado por cinco mulheres e dois homens. Três testemunhas foram dispensadas. Segundo funcionários do Fórum de Contagem, Jorge Luiz Rosa, primo do goleiro e uma das testemunhas mais aguardadas, ainda não chegou ao local do julgamento.

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