Defesa tenta apressar julgamento para evitar pressão da mídia

Por Ricardo Galhardo e Carolina Garcia - enviados a Contagem | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Quatro testemunhas de defesa foram dispensadas pela equipe que defende o ex-goleiro Bruno, acusado da morte de Eliza Samudio

A defesa do ex-goleiro Bruno adotou a estratégia de agilizar ao máximo o julgamento pelo homicídio de Eliza Samudio, realizado no Fórum Criminal de Contagem, em MInas Gerais. Na manhã desta segunda-feira foram dispensadas quatro testemunhas de defesa. Com isso, restaram apenas quatro testemunhas a serem ouvidas, três delas da acusação.

Rodrigo Lima/O Tempo/Futura Press
Advogado Tiago Lenoir mostra trecho da bíblia a Bruno em julgamento em Contagem

A expectativa dos advogados é que a sentença seja proferida nesta terça-feira ou, no máximo, no dia seguinte. “Pode terminar amanhã desde que o promotor não requeira a leitura de peças ou a exibição de vídeos”, disse o defensor de Bruno Lucio Adolfo.

Leia mais sobre o Caso Bruno

Segundo fontes do Judiciário, a defesa quer agilizar o julgamento para reduzir a pressão da mídia.

“A mídia prejudica (o réu). Todo mundo, desde meu vizinho até o jardineiro, diz que o Bruno vai ser condenado pela imprensa. Claro que prejudica”, afirmou Adolfo.

O advogado reclamou de a juíza Marixa Rodrigues ter escolhido os possíveis jurados no dia 25 de janeiro. Segundo ele, isso contraria a praxe que é escolher o conselho de sentença no máximo 20 dias antes do julgamento para não expor os escolhidos a pressões externas.

Para Adolfo, quanto antes chegar a fase dos debates entre defesa e acusação, melhor. “Quero o debate”, afirmou o advogado. “Dispensei as testemunhas porque não tenho de provar nada. Quem tem de provar é a acusação”, completou o advogado.

Leia tudo sobre: goleiro brunoeliza samudiocrimeassassinato

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas