Desembargador nega pedido de anulação de julgamento do Caso Bruno

Advogados do ex-policial Bola, suspeito de ser o executor de Eliza Samudio, clamaram 'cerceamento de defesa' e disseram que foram proibidos de participar de júri popular

Carolina Garcia - iG São Paulo | - Atualizada às

TJMG
Macarrão durante seu julgamento em Contagem

O desembargador Delmival de Almeida Campos, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, negou o pedido de anulação do julgamento de Luiz Ferreira Romão, o Macarrão, e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes. O pedido foi feito pela defesa de Bola e julgado em caráter de urgência na quarta-feira (28).

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Os réus foram condenados a 15 e a 5 anos, respectivamente, pelo desaparecimento de Eliza Samudio. Fernanda responde ao processo em liberdade.

Em liminar, os defensores clamaram “cerceamento de defesa” e disseram ainda que eles foram impedidos pela juíza Marixa Fabiane Lopes de participar dos trabalhos após o desmembramento de Bola. No texto da decisão, o desembargador afirmou ter consultado a magistrada. Ela teria explicado que o pedido para participar do júri não foi feito pessoalmente - como normalmento é feito - e foi apenas oficializado no dia 22 à noite, penúltimo dia do júri.

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Mesmo se fosse aceito, tal pedido dos advogados não teria mais finalidade, segundo a juíza, já que a partir daquela data o período de debates havia sido iniciado. Naquele momento, só os advogados de Macarrão e Fernanda e a promotoria teriam a palavra. Em outros momentos dos trabalhos, representações de outros réus podiam interromper e fazer perguntas. “Considerando essas informações indefiro por entender que seu enfrentamento é de competência da turma julgadora”, disse o desembargador no texto.

Nova manobra

O recurso dos defensores Fernando Magalhães, Zanone Manuel e Ércio Quaresma foi considerado pelos magistrados como uma nova manobra para atrasar o processo do caso, que já foi bastante movimentado e polêmico. A primeira fase do julgamento da morte da ex-modelo durou cinco dias e foi realizado no Fórum Criminal de Contagem.

Já no primeiro dia dos trabalhos, dia 19 de novembro, os defensores de Bola pediram o desmembramento do processo e Quaresma chegou a abandonar o plenário. Seus colegas o acompanharam. Considerado ‘indefeso’, Bola negou representação da Defensoria Pública e teve seu júri adiado para 4 de março – ao lado do goleiro Bruno Fernandes e Dayanne Rodrigues.

Procurada pela reportagem, os advogados de Bola não foram encontrados para comentar a decisão. Segundo a assessoria do TJ, o pedido deverá ser julgado ainda por outros três desembargadores, que derão uma posição definitiva. Ainda não há uma data para uma nova análise da liminar. 

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