Macarrão pega 15 anos de prisão por morte de Eliza. Fernanda responde livre

Ex-braço direito do goleiro Bruno foi condenado por dois crimes: homicídio e sequestro e cárcere privado. Ex-namorada do goleiro pegou cinco anos, mas pode recorrer em liberdade

Carolina Garcia e Ricardo Galhardo - enviados a Contagem (MG) | - Atualizada às

Vagner Antônio/TJMG
Macarrão foi condenado a 15 anos de prisão

A primeira fase do julgamento que apura a responsabilidade no sequestro, homicídio e ocultação de cadáver da modelo Eliza Samudio terminou nesta sexta-feira (23) com as condenações de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes, acusado de ser o mandante do assassinato. Após duas horas na sala secreta, os sete jurados deram o veredito que condenou Macarrão a 15 anos de prisão com por homicídio, sequestro e cárcere privado. Já Fernanda, acusada de sequestro e cárcere de Eliza e Bruno, foi condenada pelos dois crimes e teve pena de 5 prisão, mas irá recorrer em liberdade. 

A pena por homicídio de Macarrão foi estipulada em 20 anos, mas após ser diminuída por atenuantes, foi fixada em 12 anos, a ser cumprida em regime fechado. Pelo crime de sequestro e cárcere privado, o ex-braço-direito do goleiro foi condenado a 3 anos em regime aberto. Macarrão, que já cumpriu dois anos e meio de prisão, foi absolvido pelo crime de ocultação de cadáver. Segundo o promotor do caso, ele pode conseguir liberdade condicional após outros dois ano e meio preso .

Saiba tudo sobre o julgamento
1º dia: Desgastante, primeiro dia de julgamento do caso Bruno é pouco produtivo
2º dia: Decisão de Bruno e denúncia de promotor surpreendem no 2º dia de julgamento
3º dia: Depoimento de Macarrão encerra o dia mais longo do julgamento
4º dia: Fernanda assume ter mentido ao depor e diz que não via Eliza como rival

Ao ler a sentença, a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues esclareceu que, na estipulação de pena dos réus, a confissão espontânea de Macarrão foi uma circunstância atenuante, pois permitiu pela primeira vez o reconhecimento da morte de Eliza como um fato concreto. Entretanto, a conduta social de Luiz Henrique e os seus antecedentes não o favoreceram. A magistrada afirmou que, na dosimetria da pena, a acusada Fernanda Gomes de Castro foi beneficiada por ser ré primária e por não ter um comportamento social reprovável ou desabonador.

A sentença já era sabida por quase todos no plenário pelo menos uma hora antes do anúncio oficial. Segundo advogados e outros profissionais do Judiciário, com o resultado de hoje, Bruno também deve ser condenado. Apesar disso, o advogado de Bruno Lucio Adolfo discorda. “A condenação do Macarrão, pra mim, é linda. Ela só mostra que nem o jurados e nem ninguém acreditou no Macarrão”. A lógica apresentada pelo advogado se dá ao fato de Macarrão ter sido considerado culpado do homicídio. Logo, a inocência do réu e a culpa de Bruno não foram confirmadas.

O promotor Henry Wagner evitou comemorar o resultado. “Isso é tão complicado... Uma pessoa morreu. Não tem vitória, né?”, disse ele também antes da sentença ser anunciada. “E uma forma de reparação. Infelizmente, nem todos foram julgados”, completou. 

A mãe de Eliza se disse aliviada com o resultado, mas discordou que seja uma reparação. “Isso não traz ela de volta. Reparar é quando você comente um erro e ele pode ser consertado”. Ela disse que sonhou muito tempo com esse momento, mas no sonho era diferente. “No sonho, era menos tenso”.

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Macarrão já estava preso e voltou para a penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana Belo Horizonte. Fernanda respondia em liberdade e seguirá livre. Os outros réus no processo, o goleiro Bruno, sua ex-mulher, Dayanne Rodrigues, e o ex-policial Marcos Aparecido, o Bola, serão julgados em março de 2013

A decisão dos jurados saiu após o quinto dia de julgamento , quando foram realizados os períodos de argumentações, com direito a réplica e tréplica, entre a acusação, representada pelo promotor Henry Wagner de Castro e assistentes, e os defensores de Macarrão e Fernanda. A confissão de Macarrão deu novo rumo aos trabalhos da sua defesa que, ao invés de pedir total absolvição do réu, clamou por uma condenação justa por uma “pequena” participação no desaparecimento de Eliza Samudio.

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