Fernanda mentiu e contradições serão expostas no plenário, diz promotor

“Fernanda tentou proteger a todo mundo e não somente a si. Ela mentiu várias vezes”, disse o promotor Henry Wagner Vasconcelos

Carolina Garcia - enviada a Contagem (MG) | - Atualizada às

Confiante e negando qualquer interferência do Ministério Público no depoimento de Fernanda de Castro, ex-namorada do goleiro Bruno, o promotor Henry Wagner Vasconcelos disse que a acusada mentiu várias vezes diante dos jurados nesta quinta-feira. “Fernanda tentou proteger a todo mundo e não somente a si. Ela mentiu várias vezes”, disse o responsável pela acusação dos envolvidos no desparecimento de Eliza Samudio. Mais cedo, a ré foi ouvida durante três horas .

Saiba tudo sobre o julgamento
1º dia: Desgastante, primeiro dia de julgamento do caso Bruno é pouco produtivo
2º dia: Decisão de Bruno e denúncia de promotor surpreendem no 2º dia de julgamento
3º dia: Depoimento de Macarrão encerra o dia mais longo do julgamento
4º dia: Fernanda assume ter mentido ao depor e diz que não via Eliza como rival

Pedro Vilela/Futura Press
O promotor Henry Wagner e a juíza Marixa Rodrigues

Questionados sobre as contradições e mentiras, Vasconcelos preferiu não relatar todas e disse que principais pontos serão expostos em plenário nesta sexta-feira (19), quando serão iniciados os debates entre acusação e defesa. Ao encerrar, o Conselho de Sentença, composto por sete jurados, irá decidir entre absolvição e condenação dos réus Macarrão e Fernanda.

Aos jurados, Fernanda admitiu que mentiu em “alguns pontos” no primeiro depoimento à Polícia Civil de Minas Gerais, em 2010, e que não encarava Eliza como rival. “Fernanda era para ela [Eliza] uma desconhecida e mais, uma rival amorosa”. Para o promotor, a ex-namorada teve a iniciativa de realizar pelo menos duas ligações telefônicas para o telefone de Jorge, o então menor e primo de Bruno, e a partir da segunda ligação ela se dirigiu ao local do cativeiro.

Macarrão, em seu depoimento, assumiu que convidou Fernanda para a sua casa para cuidar de Bruninho. Fernanda confirmou a versão, no entanto, a promotoria provocou os dois durante interrogatório já que na quebra de sigilo a ligação informada nunca apareceu.

Sobre o contato com o Bruninho, o promotor defendeu que “Eliza estava em tal grau machucada que não teria condições de cuidar do próprio filho”. Segundo Macarrão, Eliza não estava disposta para cuidar do filho e, por isso, Fernanda ajudou.

Uma surpresa no Fórum Criminal de Contagem, na região central da cidade, foi a reaparição do advogado Ércio Quaresma, atual defensor do ex-policial Bola. Contra ele, o promotor não reservou ataques. “Todos nós sabemos qual foi o advogado que naquele período [início das oitivas] orientou todos os réus a mentir. O mesmo que é amigo há 20 anos do réu Marcos Aparecido dos Santos (o Bola). Ércio Quaresma”.


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