Advogado é saco vazio, diz promotor. Promotor é saco de vaidade, diz advogado

Promotor Henry Wagner Vasconcelos e o advogado de Bruno, Lucio Adolfo da Silva, trocaram acusações pela imprensa na saída do julgamento nesta quinta-feira

Ricardo Galhardo e Carolina Garcia - enviados e Contagem (MG) | - Atualizada às

Comentários sobre um suposto acordo entre a promotoria e a defesa do ex-braço-direito do goleiro Bruno Fernandes, Luiz Henrique Romão, o Macarrão , provocou uma troca de acusações entre a defesa de Bruno e o promotor Henry Wagner Vasconcelos. Em depoimento que provocou uma reviravolta no caso, Macarrão assumiu parcialmente participação no assassinato de Eliza Samudio e entregou Bruno .

Saiba tudo sobre o julgamento
1º dia: Desgastante, primeiro dia de julgamento do caso Bruno é pouco produtivo
2º dia: Decisão de Bruno e denúncia de promotor surpreendem no 2º dia de julgamento
3º dia: Depoimento de Macarrão encerra o dia mais longo do julgamento
4º dia: Fernanda assume ter mentido ao depor e diz que não via Eliza como rival

Renata Caldeira/TJMG
Macarrão conversa com advogados nesta quinta-feira (22), no fórum de Contagem

“O promotor é conhecido por este tipo de tramoia de aliviar para um réu em um processo para pegar outro. Ele já fez isso lá em Montes Claros. Lamento pois a barganha não faz parte do arsenal legal”, disse o advogado de Bruno, Lucio Adolfo da Silva.

Nesta quinta-feira Adolfo questionou em plenário a possibilidade de a ex-namorada de Bruno, Fernanda Gomes, também ter feito um acordo. A intervenção do advogado irritou o promotor.

“Hoje observamos um advogado cheio de empáfia, vazio como um saco de pão abandonado ao vento, entrar no plenário e questionar Fernanda sobre a ocorrência de algum acordo entre Fernanda e a acusação para reduzir a pena dela. Não houve nenhum acordo. Em relação ao Luiz Henrique Romão posso afirmar que a confissão dele é boa para ele e não era necessária para a promotoria. A confissão dele gerará a ele os benefícios que são previstos na lei”, disse Vasconcelos.

Provocado por jornalistas, Adolfo rebateu em tom irônico a afirmação sobre o “saco de pão vazio”. “E ele (o promotor) é um saco cheio de vaidade”, disse o advogado. “Se é mentira que houve acordo ele (promotor) que desminta o doutor Leonardo (Diniz, defensor de Macarrão), que confirmou isso para mim hoje no plenário”, completou.

Vasconcelos negou que vá aliviar para Macarrão --que responde por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver-- em troca do depoimento que complicou Bruno.

“A promotoria sustentará em toda inteireza toda postulação acusatória”, disse o promotor. Lúcio Adolfo também rebateu esta declaração. “É porque ele (Vasconcelos) é traíra. Fez um acordo e não quer cumprir”, disse o advogado.

Leia também:  Fernanda mentiu e contradições serão expostas no plenário, diz promotor


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