Promotor pede dispensa de testemunhas de defesa que teriam usado celulares

Segundo Henry Wagner Vasconcelos, "cinco a seis testemunhas de defesa" teriam sido flagradas fazendo uso de celulares no hotel onde teriam que ficar isoladas. Juíza analisa o caso

Carolina Garcia e Ricardo Galhardo - enviados a Contagem (MG) | - Atualizada às

O promotor Henry Wagner Vasconcelos surpreendeu no final do segundo dia de audiência, nesta terça-feira (20), ao pedir a dispensa de "cinco a seis testemunhas de defesa" que teriam sido flagradas fazendo uso de celulares. Segundo o promotor, um boletim de ocorrência está sendo lavrado e tal uso inviabilizaria a continuidade dessas testemunhas, que ainda não foram ouvidas, no processo.

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Segungo Vasconcelos, o caseiro do sítio de Bruno, Elenílson Silva, que também é um dos réus do processo, mas só vai à júri em outra data, foi flagrado com um telefone celular. Após a denúncia feita a polícia, agentes deram uma batida no hotel em que as testemunhas estão hospedadas e teriam encontrado telefones celulares com cinco ou seis pessoas. 

Com o anúncio do promotor, a defensora da Fernanda, Carla Silene, pediu à juíza uma relação dos que foram flagrados. A magistrada disse que o pedido e o caso serão investigados e a defesa terá acesso aos documentos assim que for possível.

Todos os advogados que compõem a equipe de defesa se mostraram surpresos com a afirmação do promotor. A juíza espera por informações sobre o boletim de ocorrência para decidir o futuro do julgamento. A decisão deve ser anunciada nesta quarta-feira, no terceiro dia de julgamento.

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O segundo dia do julgamento sobre a morte da modelo Eliza Samudio foi marcado pela troca de advogado do goleiro Bruno , por mais um desmembramento do julgamento e por depoimentos mais fortes contra os réus . No terceiro dia de júri, mais testemunhas devem ser ouvidas.

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