Juíza decide multar em R$ 18 mil cada defensor de Bola que abandonou o júri

Advogados do ex-policial abandonaram o julgamento no primeiro dia por discordar do tempo de 20 minutos estipulado pela juíza para questionamentos

Carolina Garcia - enviada a Contagem (MG) | - Atualizada às

A juíza Marixa Fabiane Lopes, que preside o julgamento do ex-goleiro Bruno Fernandes, acusado de mandar matar a amante Eliza Samudio, aplicou multa de R$ 18.660 para cada um dos três defensores de Marcos Aparecido, o Bola, que abandonaram o julgamento no primeiro dia, na segunda-feira (19). Os trabalhos são realizados no Fórum Criminal de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

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A equipe de defesa do ex-policial, que é dado no inquérito como o executor de Eliza, decidiu abandonar o plenário ontem após declararem “cerceamento de defesa”. Segundo a magistrada, o tempo de 20 minutos para questionamentos, concedido a todas as equipes de defesa, foi claro e suficiente. Os advogados penalizados foram: Ércio Quaresma, Zanone Manuel de Oliveira e Fernando Magalhães. Os assistentes foram poupados da penalização.

“(O abandono) é uma atitude injustificada que não encontra qualquer respaldo legal. Além de causar grande prejuízo ao Estado e à sociedade”, disse durante a leitura da sua decisão nesta terça-feira, quando iniciou os trabalhos no fórum. Ainda segundo Marixa, a ação dos advogados deve ser penalizada em 30 salários mínimos por ter sido uma “violação da ética profissional e disciplinar”. Decisão cabe recurso.

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