Bruno ameaçou testemunha às vésperas do julgamento, diz promotor

Henry Vasconcelos diz que testemunha afirma ter ouvido uma confissão de Bola, acusado de ser o executor de Eliza Samudio

Ricardo Galhardo - enviado a Contagem (MG) | - Atualizada às

Pedro Vilela/Futura Press
O promotor Henry Wagner e a juíza Marixa Rodrigues

O promotor Henry Vasconcelos, responsável pela acusação de Bruno Fernandes e outros três réus, disse hoje que o ex-goleiro do Flamengo ameaçou uma testemunha dentro do complexo penitenciário Nelson Hungria poucos dias antes do começo do julgamento, iniciado ontem.

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Segundo o promotor, a testemunha Jaílson Alves de Oliveira disse ontem, a funcionários do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ter sido ameaçado por Bruno dentro do presídio onde ambos estão detidos.

Oliveira é um presidiário que afirma ter ouvido uma confissão do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ser o executor de Eliza. Segundo a testemunha, que cumpre pena no Nelson Hungria, Bola teria dito que Eliza Samudio estaria morta e o corpo só seria encontrado “no dia em que peixe falar”.

“Jaílson, você está falando demais. Cuidado. Peixe morre pela boca”, teria dito Bruno, poucos dias antes do julgamento, segundo relato da testemunha aos funcionários do TJ-MG.

De acordo com o promotor, o fato de Bruno ter acesso à testemunha dentro de um dos mais importantes complexos penitenciários de Minas Gerais configura uma falha do sistema prisional.

“Isso não deveria acontecer mas aconteceu”, disse o promotor.

Segundo ele, se for comprovada a ameaça, Bruno pode responder por constrangimento. O episódio será explorado pela acusação no tribunal do júri, hoje.

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