Advogado destituído se compara a Neymar; acusação vê manobra

Rui Pimenta deixa defesa de Bruno: “É uma questão pessoal. Tem gente por exemplo que não gosta do Neymar, acha que ele cai muito”

Ricardo Galhardo - enviado a Contagem (MG) | - Atualizada às

O advogado Rui Pimenta se comparou ao atacante Neymar, do Santos e da Seleção Brasileira, pouco depois de ser destituído da defesa do goleiro Bruno Fernandes . “É uma questão pessoal. Tem gente por exemplo que não gosta do Neymar, acha que ele cai muito”, disse o advogado.

Saiba tudo sobre o julgamento do caso Bruno

Pimenta citou um trecho da peça Hamlet, do dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616), para dizer que desconfiou das intenções de Bruno no momento em que o goleiro pediu para falar em particular com a juíza Marixa Rodrigues.

“Quando ele (Bruno) pediu para falar com a juíza percebi que havia algo de errado no reino da Dinamarca”, disse Pimenta.

O advogado disse não ter ficado chateado com a decisão de Bruno e continua torcendo pela absolvição do goleiro. Para Pimenta, o fato de ter optado por um corpo de jurados majoritariamente feminino (são seis mulheres e um homem) pode ter contrariado o réu.

Pimenta é o autor da tese sacada na última hora de que Eliza Samudio não estaria morta. Além disso foi alvo de críticas por ter convocado a mãe da vítima, Sônia Moura, como testemunha de defesa e por seu desempenho no depoimento da testemunha Cleiton Gonçalves , considerado desastroso por colegas da defesa.

Para o advogado José Arteiro, auxiliar da acusação, a destituição de Pimenta pode ser mais uma manobra da defesa para desmembrar o julgamento, protelar o júri e ganhar tempo para tentar um habeas corpus junto ao Supremo Tribunal Federal.

“Alguém ensinou o Bruno a fazer isso. Com isso já conseguiram desmembrar a Dayanne (Rodrigues, acusada de sequestro e cárcere privado do menino Bruninho) e pode desmembrar também o Bruno”, disse Arteiro. “Fico constrangido de pensar que eles querem segurar a Justiça na esperança de que um habeas corpus seja concedido pelo Supremo (Tribunal Federal)”, completou.

Para o lugar de Pimenta foi designado o advogado Francisco Simim, que antes defendia Dayanne. Como ele não poderia defender dois acusados e a lei dá prioridade aos réus presos, ela foi excluída do julgamento. Segundo advogados que acompanham o caso, Bruno pode pedir novamente - a juíza negou o primeiro pedido - a qualquer momento a destituição de Simim, alegando que ele não está preparado para sua defesa.

Neste caso, o goleiro também seria julgado em separado e apenas Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, que responde por sequestro, cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, e Fernanda Gomes, também acusada de sequestro e cárcere privado de Eliza e Bruninho, continuarim a ser julgados esta semana.

    Leia tudo sobre: goleiro bruno

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG