Segundo dia de julgamento deve começar por volta das 9h desta terça-feira em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Primeiro dia foi desgastante e pouco produtivo

O promotor Henry Vasconcelos, responsável pela acusação no julgamento do goleiro Bruno Fernandes, disse que vai pedir nesta terça-feira uma acareação entre o ex-motorista Cleiton Gonçalves , que testemunhou no primeiro dia de julgamento , e o caseiro João Batista. O segundo dia de julgamento deve começar por volta das 9h com mais depoimentos das testemunhas de acusação.

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O promotor Henry Wagner Vasconcelos e a juíza Marixa Rodrigues
Pedro Vilela/Futura Press
O promotor Henry Wagner Vasconcelos e a juíza Marixa Rodrigues

Segundo o promotor, João Batista testemunhou o primeiro depoimento de Gonçalves à Polícia Civil, no qual disse ter ouvido da boca de Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro, que “Elisa já era”. Posteriormente, Gonçalves recuou dizendo que foi coagido pela polícia. Em seu depoimento nesta segunda-feira, ele confirmou ter ouvido a frase, mas disse que para ele não significava nada porque não sabia em qual contexto ela havia sido dita.

“Ele terá a chance de dar outro depoimento. Caso contrário a juíza (Marixa Rodrigues) pode pedir a instauração de inquérito para apurar falso testemunho, se achar que ele mentiu”, disse o promotor.

Embora tenha decidido pedir a acareação, Vasconcelos disse ter ficado satisfeito com o testemunho de Gonçalves. Segundo o promotor, o motorista confirmou que Bruno pretendia lavar o carro supostamente usado no sequestro de Elisa com óleo diesel para apagar possíveis provas do assassinato da modelo.

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O promotor também comentou a estratégia usada pelos advogados de Marcos Aparecido Souza, o Bola, para desmembrar o julgamento. De acordo com Vasconcelos, o fato de os advogados de outros réus terem recuado da decisão de acompanhar a defesa de Bola e abandonar o julgamento desmontou o possível complô montado pelos advogados.

“A imprensa chegou a falar em um blocão da defesa. Pois hoje o blocão desmoronou. A defesa do Bola ficou completamente isolada. Os objetivos deles eram muito mais profundos do que o desmembramento”, disse o promotor, sugerindo uma possível estratégia para anular todo o julgamento.

Conforme Vasconcelos, com a saída de Bola o julgamento deve ser bem mais rápido do que as três semanas previstas inicialmente. “Acredito que acabe até o final da semana”, afirmou.

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