Bruno Fernandes e mais quatro envolvidos no desaparecimento de Eliza Samudio enfrentam júri popular a partir desta segunda-feira

Secretária de Enfrentamento à Violência Aparecida Gonçalves
Ricardo Galhardo
Secretária de Enfrentamento à Violência Aparecida Gonçalves

A presidenta Dilma Rousseff vai receber ao término do julgamento dos cinco réus do caso Bruno, que começa hoje em Contagem, em Minas Gerais, um relato preparado especialmente pela Secretaria Nacional de Política para as Mulheres.

Saiba tudo sobre o julgamento

A ministra Eleonora Menicucci enviou uma representante para acompanhar de perto o julgamento e elaborar o relatório que será apresentado à presidenta. “Isso tem a ver com o fato de termos a primeira presidenta mulher na história do Brasil. Ao término dos 10 dias faremos um relato que será apresentado à presidenta”, disse a secretária de Enfrentamento à Violência, Aparecida Gonçalves.

Segundo ela, o governo pretende utilizar o julgamento do goleiro Bruno em uma campanha nacional de prevenção à impunidade e à violência contra a mulher. Uma das preocupações do governo, segundo ela, é a celeridade dos julgamentos de acusados. “No caso da Eliza Samudio o prazo do julgamento está dentro da média. Foi dado o tempo necessário para que fossem feitas todas as investigações e para que todos os acusados se defendessem. Mas existem casos em que este julgamento costuma ser mais demorado.”

Segundo ela, a secretaria fez um levantamento mostrando que nos últimos dez anos 44 mil mulheres foram assassinadas no País. “São mais de 4 mil casos por ano e a grande maioria destes assassinatos ocorre dentro de casa”, disse ela.

Além da representante da secretaria, as deputadas federais Janete Pietá (PT – SP) e Jô Moraes, integrantes da coordenação da bancada feminina da Câmara dos Deputados, também estão em Contagem para acompanhar o julgamento. “Todas as mulheres do Brasil esperam por justiça. Nós estamos cansadas de assistir à morte impune de mulheres. Se não houver punição exemplar, isso vai continuar ocorrendo. Queremos deixar bem claro que este não é um caso isolado”, diz Janete.

Tanto a deputada quanto a representando do governo acreditam que Bruno e os outros acusados da morte de Eliza são culpados. Mas afirmam que a decisão cabe ao júri popular, que é soberano. 

Além do ex-goleiro, responde por sequestro e cárcere, homicídio e ocultação de cadáver seu amigo de infância e braço-direito Macarrão. O ex-policial Marcos Aparecido, o Bola, é acusado pelo assassinato e por ter escondido o corpo de Eliza. Dayanne Rodrigues, ex-mulher do goleiro, responde pelo sequestro e cárcere do filho de Eliza. Já Fernanda Gomes, ex-namorada de Bruno, pode ser condenada pelo sequestro e cárcere de Eliza e do seu filho


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