Goleiro Bruno e mais quatro vão a júri popular pelo desaparecimento de Eliza

Ao lado do ex-jogador serão julgados Macarrão, Bola, Dayanne e Fernanda; júri será composto por sete moradores da cidade de Contagem

Carolina Garcia - iG São Paulo | - Atualizada às

O Globo/Reprodução
Eliza Samudio, ex-modelo desparecida desde 2010

O ex-goleiro Bruno Fernandes e mais quatro envolvidos no desaparecimento de Eliza Samudio, ex-modelo e amante de Bruno que está desaparecida desde junho de 2010, enfrentam júri popular nesta segunda-feira (19). O processo, composto por 38 volumes e mais de 9.400 páginas, é considerado um desafio ao Ministério Público (MP), que acusa os réus pelo sequestro e assassinato de Eliza. No entanto, seu corpo nunca foi localizado.

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O iG irá cobrir o julgamento que está marcado para começar às 9 horas de segunda-feira (19), no Fórum Criminal de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. O internauta poderá acompanhar em tempo real o júri popular.

Além do goleiro, responde por sequestro e cárcere, homicídio e ocultação de cadáver seu amigo de infância e braço-direito Macarrão. O ex-policial Marcos Aparecido, o Bola, é acusado pelo assassinato e por ter escondido o corpo de Eliza. As duas últimas aguardaram o julgamento em liberdade. Dayanne Rodrigues, ex-mulher do goleiro, responde pelo sequestro e cárcere do filho de Eliza. Já Fernanda Gomes, ex-namorada de Bruno, pode ser condenada pelo sequestro e cárcere de Eliza e do seu filho.

Cobertura do iG:  Advogados vão a júri confiantes e planejam futuro dos réus 

Saiba quem é quem no desaparecimento de Eliza Samudio

Elenílson Vítor Silva, caseiro do sítio em Esmeraldas, e Wemerson Marques, funcionário do jogador, e também são réus no caso. Eles respondem pelo sequestro e cárcere privado do filho de Bruno. Porém, por questões administrativas, o processo precisou ser desmembrado. Segundo o Tribunal de Justiça (TJ) de Minas, eles também serão levados a júri popular, mas a data ainda não foi definida.

Os advogados dos cinco réus se dizem confiantes na absolvição de seus clientes. Para a defesa de Bruno, composta pelos advogados Rui Pimenta e Francisco Simim, por exemplo, a absolvição do ex-goleiro é tão certa como a volta do jogador aos gramados. “Ele vai estar pronto para a Copa e irá representar o Brasil. Sairemos vitoriosos após uma final com a rival Argentina. Bruno vai defender um pênalti cobrado pelo Messi”, disse Pimenta confiante. “Bruno está confiante, sorridente e esperando para ser julgado.”

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Mais cauteloso, Zanone Manuel de Oliveira, advogado de Bola, acredita que enfrentará um desafio no júri ao “lutar contra a imagem de um homem frio, cruel e executor” que a imprensa atribuiu ao seu cliente. “Se o júri permanecer ausente de tudo isso, a ausência de provas resultará em absolvição”, disse Oliveira citando a falta de um corpo e provas concretas de Eliza foi assassinada. “Esse caso deveria ser investigado pela Delegacia de Desaparecidos, não pela equipe de Homicídios.”

Júri popular e testemunhas

Serão convocados 25 moradores de Contagem para participar do sorteio do júri popular. Todos devem ser maiores de 18 anos e sem antecedentes criminais. Sete deles serão escolhidos por sorteio. Defesa e acusação podem utilizar o veto, caso desejem trocar algum jurado. 

O TJ estima que o julgamento, conduzido pela juíza Marixa Fabiane Rodrigues, possa durar de 10 a 15 dias. Parte disso, é atribuido ao grande número de testemunhas que devem ser ouvidas pela juíza. Ao todo, 30 testemunhas foram chamadas – cinco de acusação arroladas pelo Ministério Público e 25 de defesa. Após os depoimentos, os réus começam a ser interrogados. 

O promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro, responsável pela acusação, informou que acredita na condenação de todos os réus. Jorge Lisboa Rosa, de 19, primo do ex-goleiro, à época menor de idade e com o depoimento que causou uma reviravolta no caso, era uma das testemunhas de acusação, mas ele decidiu que não irá depor por medo. Em seu lugar, foi chamada a assistente socioeducativa Renata Garcia da Costa, que acompanhou a primera oitiva de Rosa à polícia.

As outras quatro testemunhas de acusação são: delegada Ana Maria dos Santos, que ouviu o adolescente; Cleiton Gonçalves, ex-motorista de Bruno Fernandes; uma testemunha do depoimento de Cleiton à polícia; e Jaílson Alves de Oliveira, detento que teria ouvida a confissão de Bola sobre o assassinato de Eliza.

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