Ex-goleiro Bruno é chamado a depor sobre outro crime

Bruno teve seu nome ligado ao assassinato da babá Graziele Leal de Souza, em janeiro de 2011, na região metropolitana de Belo Horizonte

Agência Estado |

Agência Estado

O ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza teve de prestar depoimento nesta terça-feira (6) sobre o assassinato da babá Graziele Beatriz Leal de Souza, ocorrido em janeiro de 2011, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde o ex-atleta tem um sítio. Daqui a 13 dias, Bruno vai a júri pela participação no desaparecimento e suposta morte da modelo Eliza Samudio em junho de 2010.

Leia tudo sobre o Caso Bruno

Bruno teve seu nome ligado ao homicídio de Graziele por um dos três suspeitos presos. Segundo o que esse preso teria dito à polícia, o crime teria sido encomendado por Bruno e que a mulher seria babá de um dos seus filhos. Após o depoimento desta terça-feira, no qual o jogador negou conhecer a vítima, o delegado Márcio Rocha disse que, "a princípio", não há indícios de participação de Bruno no crime.

Leia também:
Goleiro Bruno era amigo de Nem, diz ex-comparsa de traficante
Bruno e mais quatro réus do caso Eliza Samudio vão a júri em 19 de novembro

Rocha afirmou que será preciso confirmar alguns pontos e por isso vai ouvir a ex-mulher do jogador, Dayanne dos Santos. Ele não descarta uma acareação entre os dois, mas considera que, inicialmente, isso não será necessário. O depoimento durou cerca de duas horas e meia.

Graziele Beatriz Leal de Souza foi assassinada na porta de sua casa, no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, em janeiro de 2011. Além da hipótese de que o crime teria sido encomendado por Bruno, a polícia tem como linha de investigação que a babá pode ter sido morta por engano ao ser confundida por sua irmã, Geila Leal, que tem ligações com o tráfico.

Julgamento
No segundo dia do julgamento do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de matar um carcereiro em maio de 2000, o clima ficou tenso durante o interrogatório da última testemunha, o delegado Edson Moreira, pelo advogado de defesa Ércio Quaresma, ex-defensor de Bruno e antigo desafeto de Moreira.

Por duas horas, a defesa de Bola tentou desqualificar o delegado, que por sua vez informou ao júri que processa Quaresma por calúnia e difamação por ter sido acusado anteriormente pelo defensor de corrupção. Em seu depoimento, Edson Moreira chegou a ser questionado por Quaresma se considera Bola um serial killer, e respondeu que, para ele, trata-se de "um matador experiente e especializado".

O ex-policial é suspeito de ser o executor de Eliza Samudio e foi reconhecido pela irmã do carcereiro morto nos jornais, durante as investigações sobre o desaparecimento da modelo. A decisão do júri estava prevista para sair ainda na noite desta terça-feira.

    Leia tudo sobre: goleiro brunobolahomicídio

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG