Morte de primo do goleiro Bruno não tem relação com caso Eliza, diz polícia

Investigação da Polícia Civil concluiu que Sérgio Rosa Sales foi executado por motivos passionais. Ele foi assassinado no último dia 22 na zona norte de Belo Horizonte

iG São Paulo |

Alex de Jesus/O Tempo/Futura Press
Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno, morto a tiros no dia 22 de agosto em BH

A Polícia Civil de Minas Gerais afirmou nesta terça-feira que a morte de Sérgio Rosa Sales, executado com vários tiros no último dia 22 , não tem relação com o desaparecimento da ex-modelo Eliza Samudio. Sales, primo do goleiro Bruno, era réu no processo e teria sido morto por motivos passionais. O envolvimento de PMs na execução também foi descartado, segundo a polícia.

Ainda de acordo com as informações da polícia, um suspeito foi identificado, mas até o momento não foi preso. Sales foi morto logo depois de sair de casa em direção ao trabalho, no bairro Minaslândia, na região norte da capital, por um homem em uma moto. Ele teria tentado fugir, mas foi perseguido por dois quarteirões e executado no quintal de uma residência com tiros nas costas, peito, abdome, rosto, braço e mão.

Entenda:  Primo do goleiro Bruno é assassinado em Belo Horizonte

A vítima era um dos acusados de envolvimento no assassinato de Eliza Samudio, ex-amante de Bruno. Ele seria levado a júri popular por sequestro, cárcere privado e homicídio triplamente qualificado da jovem e era o único acusado de participação na morte que aguardava o julgamento em liberdade. Sales havia sido solto da prisão em agosto do ano passado, após mais de um ano atrás das grades.

Saiba tudo sobre o caso Bruno

Além dele, são acusados de envolvimento no assassinato o goleiro; seu ex-braço direito Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; e o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Outras cinco pessoas, incluindo a ex-mulher de Bruno, Dayane Rodrigues do Carmo, e outra amante do atleta, Fernanda Gomes de Castro, também respondem por crimes como sequestro e cárcere privado de Eliza ou do filho que ela teve com o goleiro. Outro primo do jogador, que tinha 17 anos à época do crime, já foi condenado por envolvimento no crime. A jovem está desaparecida desde junho de 2010 e seu corpo nunca foi encontrado.

Acusado de homicídio

Segundo o processo, Sérgio vigiou Eliza quando ela chegou ao sítio do atleta em Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Ele também teria obrigado a jovem a ligar para uma amiga de São Paulo e dizer que estava tudo bem, caso contrário, morreria. Ele iria a júri popular por sequestro e cárcere privado (pena de um a três), homicídio qualificado (pena de 12 a 30 anos) e ocultação de cadáver (pena de um a três anos).

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Os desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais concederam, por três votos a zero, liberdade a Sales em agosto do ano passado. Ele estava detido na penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Grande Belo Horizonte.

Depois de solto, Sales se apresentava à Justiça sempre que solicitado, só podia sair de Belo Horizonte com autorização judicial. Também ficava em recolhimento domiciliar: não podia sair à noite nem aos finais de semana. Ele estava preso havia um ano e um mês.

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