Corregedoria investigará morte de primo do goleiro Bruno

Setor da polícia é a responsável pela apuração do envolvimento de policiais com crimes, mas, oficialmente, o órgão alega que assumiu o caso a pedido do Ministério Público Estadual

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A Corregedoria Geral da Polícia Civil mineira assumiu nesta segunda-feira as investigações sobre o assassinato de Sérgio Rosa Sales, de 24 anos, primo do goleiro Bruno Fernandes e um dos acusados da morte da ex-amante do atleta Eliza Samudio, também de 24. A corregedoria é a responsável pela apuração do envolvimento de policiais com crimes, mas, oficialmente, o órgão alega que assumiu o caso a pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para garantir a "transparência" das investigações.

A morte: Primo do goleiro Bruno é assassinado em Belo Horizonte
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Sérgio Rosa Sales é interrogado no Fórum de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte

Sales foi morto na semana passada pouco depois de sair de sua casa no bairro Minaslândia, na região norte de Belo Horizonte. O caso ficou a cargo do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP), o mesmo responsável pelas investigações a respeito do caso de Eliza, que está desaparecida desde junho de 2010 e cujo corpo nunca foi encontrado. Na ocasião, os depoimentos de Sales foram decisivos para o indiciamento de Bruno e de outros acusados, mas, posteriormente, o rapaz alegou ter sido agredido por integrante do DIHPP.

Segundo a corregedoria, a investigação em torno da denúncia ainda está em andamento e, apesar de até o momento nada ter sido comprovado, o MPE pediu que o órgão assumisse o inquérito da morte de Sales para evitar problemas nas investigações. O corregedor-geral da polícia, delegado Renato Patrício, informou ainda que as linhas iniciais da apuração vão ser mantidas e que nenhuma hipótese está descartada, incluindo a possibilidade de o crime ter sido uma queima de arquivo.

Sales passou mais de um ano preso aguardando julgamento pelo sequestro, cárcere privado e morte de Eliza - assim como Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola -, mas deixou a prisão em agosto do ano passado por decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

A polícia tenta apurar se, desde então, ele se envolveu em alguma desavença pessoal que pudesse ter levado ao assassinato. Na sexta-feira (24), a Polícia Militar recebeu denúncia de que um grupo preso por tráfico de drogas estaria envolvido na morte, mas a hipótese também ainda está sob investigação .

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